Explicamos 3 possíveis dúvidas sobre amamentação e câncer de mama

amamentação e câncer de mama
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O câncer de mama é um dos mais comuns nas mulheres, atingindo mais de 60 mil brasileiras por ano. Embora ele atinja mais mulheres após os 50 anos de idade, há uma ampla faixa etária que pode ser acometida; por esse motivo, amamentação e câncer de mama podem ser assuntos concomitantes na vida da mulher — e trazer consigo diversas dúvidas.

Para solucioná-las, é importante contar com informações validadas e confiáveis: por ser um assunto frequente, não é incomum que surjam mitos sobre a amamentação por pacientes oncológicas.

Por isso, neste artigo, responderemos a 3 perguntas frequentes de mulheres com câncer de mama e o período de amamentação. Se esse também é um tópico que te interessa, é possível que pelo menos alguma dessas perguntas já tenha passado pela sua cabeça. Vamos lá?

1. Pessoas que têm câncer de mama podem amamentar?

A resposta para essa pergunta depende do status atual do seu tratamento. O câncer, em si, não oferece riscos para o bebê e não é transmissível. No entanto, o tratamento quimioterápico pode ser secretado no leite materno e ser ingerido pelo bebê, tornando-o propenso aos seus efeitos colaterais. Por isso, mulheres em quimioterapia são geralmente recomendadas a não amamentar.

No entanto, outras modalidades de tratamento não apresentam esse risco: a radioterapia unilateral, por exemplo, é realizada em apenas uma das mamas. A outra mama pode ser utilizada para a amamentação, mas o lado acometido pelo câncer deve ser evitado.

2. A cirurgia para câncer de mama pode afetar a amamentação?

Se você já passou pelo tratamento do câncer de mama e está em remissão, não existe uma contraindicação absoluta à amamentação. No entanto, mulheres que passaram pela cirurgia podem enfrentar problemas para amamentar: frequentemente, a operação precisa retirar parte das glândulas que produzem o leite, ou interromper os ductos terminais que possibilitam sua saída.

Há também mulheres que se submetem à cirurgias conservadoras de mama como a setorectomia. Nesses casos, elas ainda podem produzir leite, mas geralmente o volume é reduzido. É importante avaliar se a oferta de leite é suficiente para suprir as necessidades nutricionais da criança, fazendo um acompanhamento constante com a pediatria.

3. A amamentação aumenta o risco de câncer de mama?

Esse é um mito que precisa ser desconstruído. Pelo contrário, a amamentação reduz o risco de câncer de mama e traz inúmeros benefícios à criança: um hormônio chamado leptina é secretado no leite materno e auxilia a regulação do metabolismo energético, reduzindo o risco de obesidade e sobrepeso na criança.

Para as mulheres, a amamentação reduz os níveis de hormônios que favorecem o desenvolvimento do câncer de mama. Quanto maior o tempo de lactação, maiores os benefícios para a mãe e para o bebê.

Amamentação e câncer de mama são temas que envolvem muitas dúvidas, especialmente se ocorrerem juntos. Nesse sentido, as informações confiáveis melhoram a qualidade das recomendações e reduzem o risco de cair em algum mito popular sobre o tema.

Se você gostou de conhecer a resposta dessas perguntas, certamente suas amigas também se beneficiarão desse artigo. Por que não aproveita e compartilha em suas redes sociais? Nos ajude a disseminar conteúdo confiável sobre o câncer de mama!

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