O que é câncer de cérebro e o que favorece seu aparecimento?

câncer de cérebro
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A partir do dia 1º de maio, entramos na campanha do Maio Cinza. Acompanhando o sucesso de outras ações, como o Outubro Rosa e o Novembro Azul, ela trata de um tema tão importante quanto: o câncer de cérebro.

Esse tipo de câncer é pouco comum, se comparado com neoplasias, como da mama, pele ou próstata — estimamos cerca de 11 mil novos casos anuais, em todo o território nacional. No entanto, o diagnóstico precoce é fundamental para um tratamento eficaz; daí a importância das campanhas de conscientização.

Neste artigo, explicaremos o que é essa doença e quais os seus sintomas e os fatores de risco. Também explicaremos quais as principais modalidades de tratamento para o câncer de cérebro. Continue lendo para saber mais!

O que é o câncer de cérebro?

O câncer — também chamado de neoplasia — ocorre quando uma célula do corpo perde a capacidade de regular seu crescimento. Com isso, ela expande indefinidamente, com possibilidade de invadir outras partes do corpo e comprimir estruturas próximas.

Felizmente, grande parte da massa cerebral é composta por células chamadas neurônios, que transmitem os impulsos nervosos. Elas são chamadas de “células permanentes”, porque, após o nascimento, elas perdem a capacidade de se dividir. Talvez por esse motivo, os tumores cerebrais são menos comuns.

Em meio aos neurônios, no entanto, há outras células, que fornecem a eles sustentação, alimentação e suporte. São essas células, presentes minoritariamente no cérebro, que podem dar origem ao câncer de cérebro. O nome dado ao tumor (como astrocitoma, ependimoma ou meduloblastoma) varia conforme a célula que o dá origem.

Outro fator que deve ser levado em consideração é que o cérebro é um órgão altamente vascularizado. Por isso, quando há outras neoplasias pelo corpo, ele é um foco frequente de possíveis metástases. É importante diferenciar o câncer de cérebro, de fato, das metástases no órgão — que têm um tratamento muito diferente.

Quais são os seus sintomas?

Para compreendermos os sintomas do câncer de cérebro, temos que lembrar de sua definição: uma massa crescendo indefinidamente, dentro de um ambiente fechado (o crânio). Neoplasias em outros lugares, como no abdômen, têm muito espaço para crescer antes de dar sintomas. O câncer de cérebro não.

Por isso, o sintoma mais comum do câncer de cérebro é a dor de cabeça. No entanto, não é qualquer dor que levanta essa suspeita: no câncer de cérebro, frequentemente, vemos os chamados sinais de alarme, que diferenciam a dor de outras causas. Dentre elas, estão os vômitos incoercíveis, a ausência de melhora com analgésicos comuns e a mudança no tipo da dor.

Outros sintomas comuns ocorrem devido à compressão e à irritação de neurônios próximos. Quando essa célula é frequentemente estimulada, ela pode dar origem a crises convulsivas — caracterizadas por movimentos involuntários, aumento na rigidez do músculo ou até perda de consciência.

Além dessas crises, também é possível que haja os chamados “déficits focais”, quando se percebe alguma alteração na função dos neurônios. Dentre eles, estão a perda de força muscular, as alterações da fala, a dificuldade de concentração ou as mudanças de comportamento.

Perceba que a maioria dos sintomas são inespecíficos, podendo ocorrer em outras doenças. Por isso, é fundamental o diagnóstico preciso de um médico, guiado pela hipótese clínica ou por exames de imagem. Nunca se esqueça de relatar algum desses sintomas durante uma consulta.

O que favorece o câncer de cérebro?

O câncer de cérebro é considerado uma doença multifatorial. Isso significa que não há uma causa específica, mas, sim, fatores de risco, que aumentam a chance de a desenvolvermos. Confira, a seguir, os principais fatores de risco para o câncer de cérebro.

Exposição à radiação

A radiação trouxe, sem dúvidas, muitos avanços à Medicina. Graças a ela, hoje, temos técnicas modernas de exames e tratamentos, como a radioterapia. No entanto, seu uso não é isento de riscos — a radiação pode afetar diretamente a estrutura do DNA, e, com isso, levar à perda de controle do crescimento celular.

No entanto, não é preciso se preocupar exageradamente. Exames esporádicos, como radiografias ou tomografias, dificilmente serão suficientes para levar ao câncer de cérebro. O risco é aumentado nos pacientes que trabalham com radiação ou foram expostos muitas vezes a exames ou sessões radioterápicas.

História familiar

Como na maioria das neoplasias, a história familiar pode aumentar as chances de desenvolver o câncer de cérebro. Além disso, existem algumas síndromes específicas (como a neurofibromatose) que predispõem à neoplasia. No entanto, essas síndromes são ainda mais raras do que o câncer em si e podem ser diagnosticadas na infância.

Queda na imunidade

O sistema imunológico é popularmente conhecido por nos defender de infecções, mas essa não é sua única função: ele também atua no combate às células cancerosas, identificando-as e destruindo-as. Por isso, uma queda na imunidade abre caminho para que neoplasias se instalem e comecem a crescer — inclusive o câncer de cérebro. O fator de risco é mais forte em imunodepressões mais severas, como a induzida pós-transplante ou pelo HIV.

Exposição ocupacional

Algumas exposições em ambiente de trabalho já foram relacionadas ao câncer de cérebro. Dentre elas, estão a exposição à radiação, ao arsênico, ao mercúrio ou ao chumbo. Indústrias petroquímicas, de borracha, plástico ou agricultura também podem estar relacionadas à doença.

Qual o tratamento para o câncer de cérebro?

Dada a complexidade do câncer de cérebro, seu tratamento também não é simples. Ele envolve múltiplas especialidades, como a neurocirurgia, a oncologia e os serviços de acompanhamentos psicológico e nutricional.

Geralmente, a primeira linha de tratamento é a retirada cirúrgica do tumor. Em seguida, é necessário estabelecer o diagnóstico histopatológico, feito em laboratório. Por fim, o oncologista define se há mais algum cuidado que deve ser tomado após a cirurgia.

As modalidades terapêuticas podem ser bem diferentes conforme o tipo de tumor, envolvendo, por exemplo, a quimioterapia e a radioterapia. Por isso, é fundamental contar com uma equipe de confiança, que tenha profissionais experientes com o câncer de cérebro.

Em Belo Horizonte, uma opção de renome na prevenção e no tratamento do câncer é a Oncomed. Fundada em 1994, ela, hoje, conta com uma equipe completa de oncologistas, oncogeneticistas, psicólogos e médicos da clínica da dor. Acreditamos que uma abordagem multiprofissional é imprescindível no correto tratamento do câncer, incluindo o de cérebro.

O câncer de cérebro é uma doença grave, mas que pode ser tratada se descoberta precocemente. Conhecer seus fatores de risco é importante para proteger você e aqueles que ama. Por fim, contar com uma equipe de confiança pode fazer toda a diferença para ter um tratamento seguro e eficaz.

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