Conheça os tipos de câncer de pele e as formas de prevenção

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No Brasil e no mundo, o câncer é uma doença de alta prevalência e, cada vez mais, está se tornando um dos grandes desafios para a medicina e a ciência. Nesse contexto, vamos apresentar os tipos de câncer de pele que existem, suas características e os principais sintomas. Abordaremos também os fatores de riscos, causas e a importância do diagnóstico precoce para a recuperação. 

Veja, então, a importância de conhecer os tipos de câncer de pele e de saber diferenciar as suas características mais específicas. Descubra, também, o que pode ser feito para prevenir esse tumor e evitar que ele se desenvolva de modo imperceptível. Acompanhe!

A importância de conhecer os tipos de câncer de pele

O câncer de pele não melanoma é o de maior prevalência na população brasileira. Ele compreende um total de 30% de todos os casos de doenças malignas diagnosticadas no país, segundo dados recentes divulgados pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA). No entanto, a boa notícia é que esse tipo de tumor apresenta altas taxas de cura, desde que seja detectado no estágio inicial. 

Geralmente, o câncer de pele surge após os 40 anos de idade, é raro em crianças e jovens, e é mais prevalente em regiões com temperaturas mais altas. A falta de atenção às ações preventivas contribuem para alargar as estatísticas em países tropicais, como o Brasil.

Esse tumor surge como resultado do crescimento descontrolado das células que compõem o tecido epitelial (que forma a pele) e, por isso, existem variações da doença. Conhecer os sinais sugestivos da doença é importante, tanto para a descoberta antecipada do diagnóstico como para a escolha do tratamento mais específico.

Logo, obter informação sobre o comportamento desse tipo de tumor ajuda no combate à patologia. Ainda que os fatores de risco influenciem no surgimento desse tumor, nem sempre eles causam a doença. Há casos de indivíduos que apresentaram diversos fatores de risco, mas nunca desenvolveram um câncer.

Os tipos de câncer de pele

Entre outras questões, o câncer de pele se diferencia de acordo com o comportamento da doença, a incidência, o grau de letalidade e o grupo de risco. Confira, então, os tipos mais comuns dessa doença!

Carcinoma basocelular 

É o tipo de tumor de pele mais incidente na população. Porém, ele apresenta baixa mortalidade e um alto percentual de cura quando descoberto no estágio inicial. Os carcinomas são mais frequentes em pessoas que residem em regiões com muito sol. A doença costuma aparecer nas áreas do corpo mais expostas ao sol e sem proteção.

As regiões da face, pescoço, orelhas, couro cabeludo, pálpebras, ombros, tórax e costas são as mais afetadas. Entretanto, como os tumores podem apresentar características ainda não bem esclarecidas, o câncer dermatológico também pode surgir em áreas do corpo não expostas à luz solar.

Carcinoma espinocelular 

É o segundo tipo de tumor de pele em número de casos. Essa neoplasia pode ser desenvolvida em todas as regiões do corpo, embora seja mais evidente também nas partes mais expostas ao sol, principalmente a área da face e pescoço. Uma das principais características desse câncer é a presença muito clara dos danos causados pelo sol: variação na pigmentação da pele, ressecamento, enrugamento e perda da elasticidade.

O carcinoma espinocelular é bem mais frequente no gênero masculino. Outro aspecto importante em relação à doença é que o risco não se limita apenas à exposição ao sol. O surgimento dessa neoplasia pode ter associação com diferentes fatores. Os mais comuns são feridas crônicas, cicatrizes profundas na pele, rejeição a transplantes de órgãos, uso de drogas, influência de agentes químicos, além de tabagismo e exposição a elementos radioativos.

Melanoma

É o tipo menos frequente entre todos os tumores da pele. Porém, o melanoma apresenta um dos piores prognósticos e o maior índice de mortalidade. A boa notícia é que, se diagnosticado no início, há muita chance de cura.

Geralmente, esse tumor adquire a aparência de uma pinta pequena, enrugada, com coloração acastanhada ou escura. enegrecida. Porém, uma das características do melanoma é que as pintas ou os sinais característicos da doença podem alterar a cor, o tamanho ou o formato.

Não raro, essas pintas podem sangrar. Tendo isso em vista, é necessário observar a própria pele por meio de um autoexame. Se alguma lesão suspeita for identificada, busque ajuda médica o quanto antes. Também é importante visitar periodicamente um dermatologista para evitar a progressão dos sinais e sintomas sugestivos desse tipo de câncer.

Os fatores de risco

Enumeramos os principais fatores de risco para o câncer de pele. Confira!

Exposição à radiação ultravioleta (UV)

Todos os tumores dermatológicos são provocados pela exposição desprotegida aos raios ultravioleta. Logo, esse é um dos mais relevantes fatores de influência para o aparecimento dessa doença.

Além da luz solar, as câmaras de bronzeamento artificial, assim como as lâmpadas solares também são emissores de raios UV. Esses raios UV têm um forte potencial para causar mutação genética e danificar o DNA das células que formam as camadas da pele.  

Idade

Ainda que o melanoma seja mais evidente em pessoas com idade avançada, esse tipo de neoplasia também pode afetar os jovens. Na realidade, o melanoma é um dos tipos de tumor mais diagnosticado em indivíduos com menos de 30 anos, sobretudo, no gênero feminino.

Pintas 

Fique de olho no surgimento de pintas ou marcas de nascença, pois eles podem ser um tumor benigno. As pintas que aparecer na infância ou na juventude, normalmente não causam nenhum problema. Entretanto, a presença desses sinais sugere maior atenção, já que eles aumentam o risco para o desenvolvimento do melanoma.

Pintas ou manchas congênitas

As pintas de nascença também são conhecidas como pintas melanocíticas congênitas. O tamanho da pinta é determinante para o risco de desenvolvimento de melanoma: quanto maior o tamanho, mais elevado é o risco de desenvolver um melanoma.

Pele clara

As pessoas de pele clara têm menos melanina. Essa substância tem a função de proteger naturalmente a pele, contra os efeitos da radiação solar. Isso torna o risco de melanoma muito maior para os brancos do que para as pessoas de pele negra. 

Histórico familiar

Indivíduos que têm histórico familiar da doença apresentam mais chance de desenvolver esse tipo de câncer. A recomendação é que os parentes mais próximos façam exames de rotina com mais frequência. Além disso, é preciso evitar a exposição solar sem proteção e realizar consultas periódicas com um dermatologista.

As formas de prevenção 

Destacamos algumas medidas protetivas para reduzir o risco para o câncer de pele. Veja quais são!

  • utilizar chapéus, viseiras, camisetas de proteção UV e protetores solares;
  • evitar a exposição solar entre 10 e 16h;
  • usar bloqueador solar diariamente;
  • evitar o uso de câmaras de bronzeamento;
  • fazer o autoexame da pele e manter consultas regulares com um dermatologista;.
  • manter bebês e crianças pequenas bem protegidos do sol.

Percebe-se, por fim, que obter conhecimento sobre a dinâmica de todos os tipos de câncer de pele é fundamental para conseguir diferenciar os sintomas, adotar medidas de prevenção e buscar o tratamento mais indicado. Dada a complexidade desse problema, quanto mais informação disponível, maiores serão as chances de vencer os seus impactos sobre a saúde e restaurar o bem-estar e a qualidade de vida.

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