Câncer de pulmão: entenda as causas e como é o tratamento

Câncer de pulmão
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De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de pulmão é um dos mais comuns no Brasil, ficando atrás apenas da incidência de câncer de pele não melanoma. Em todo o mundo é o que apresenta maior taxa de mortalidade.

Assim, estima-se uma incidência de mais de 1,8 milhão de novos casos todos os anos, sendo a maioria em homens. Só no Brasil, a doença matou 26.498 pessoas em 2015, sendo considerada uma das maiores causas de mortes evitáveis. O tabagismo é o grande vilão dessa história, sendo responsável por cerca de 85% dos casos, de maneira direta ou indireta (fumante ativo ou passivo). 

Mas outros fatores podem influenciar a ocorrência desse tipo de câncer. Por isso, neste post falaremos sobre as causas do câncer de pulmão e como são feitos o diagnóstico e o tratamento. Continue lendo para saber mais!

Quais as causas e fatores de risco?

Já é bastante difundido que o hábito de fumar é a principal causa do câncer de pulmão. No entanto, ela não é a única. Muitas vezes, pode haver uma conjunção de motivos, inclusive com a prevalência de alguns fatores de risco. Podemos mencionar ainda como possíveis fatores de risco a poluição atmosférica, histórico familiar e a exposição prolongada a agentes tóxicos, como cromo, sílica e asbesto.

Além disso, é bom lembrar que, no caso do tabagismo, ele aumenta o risco do câncer de pulmão tanto em fumantes ativos quanto passivos. Ou seja, quem convive com pessoas que fumam também tem chances maiores de desenvolver a doença, ainda que em proporções menores. 

Quais os sintomas do câncer de pulmão?

O câncer de pulmão pode progredir rapidamente, apresentando sintomas graves, ou permanecer assintomático por muitos anos. Inclusive, nos estágios iniciais, é comum confundir a doença com outros problemas respiratórios menos graves. De qualquer forma, os principais sintomas são:

  • tosse persistente (por mais de 3 semanas);
  • rouquidão;
  • escarro com sangue;
  • falta de ar acentuada;
  • dor no peito ou ao respirar fundo;
  • perda de peso e falta de apetite;
  •  cansaço, fadiga e fraqueza;
  • crises recorrentes de pneumonia e bronquite.

Como são feitos o diagnóstico e o tratamento?

O diagnóstico do câncer de pulmão é realizado após avaliação clínica do médico e de exames complementares de imagem e histopatológico que permitem a confirmação do diagnóstico. O médico pode solicitá-los depois de uma avaliação clínica dos sintomas e do histórico do paciente.

Depois de confirmar a presença do câncer no pulmão, é feito o estadiamento para estabelecer em que estágio evolutivo a doença se encontra. Para tanto, podem ser feitos outros exames, caso necessário. 

A partir daí, o médico vai determinar a estratégia mais adequada para o tratamento, que pode envolver remoção cirúrgica, quimioterapia, radioterapia ou a combinação desses procedimentos. Tudo isso vai depender do estágio e das condições físicas do paciente.

O prognóstico depende do estadiamento da doença e de outros fatores relacionados ao paciente. Quanto mais cedo o câncer for descoberto, maiores serão as chances de cura.

No entanto, o fato de o câncer de pulmão permanecer assintomático por um bom tempo, muitas vezes não é diagnosticado em fases iniciais. Por isso, existem hoje estratégias de rastreamento da doença para indivíduos assintomáticos pertencentes a grupos de risco, como fumantes com alta carga tabágica.

No entanto, o melhor é não fumar e evitar ao máximo a exposição a substâncias nocivas. E, claro, é bom lembrar que na presença de sintomas, o médico deve ser procurado.

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