Câncer de testículo: entenda o que é e os principais sintomas!

câncer de testículo
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Quando se trata da saúde do homem, não podemos deixar de falar sobre as principais neoplasias que os acometem. Hoje, especificamente, vamos falar mais sobre o câncer de testículo, que representa cerca de 5% dos tumores masculinos.

Antes de prosseguirmos, é importante lembrar que o câncer é a proliferação descontrolada de células malignas. Em outras palavras, são células que sofreram mutações e passaram a se multiplicar de maneira desordenada, o que pode prejudicar a função do órgão envolvido.

Continue a leitura para saber mais sobre esse tema tão importante!

Entenda o que é câncer de testículo

Os testículos são estruturas localizadas na bolsa escrotal e associadas ao sistema reprodutor e endócrino masculino. Eles são os responsáveis por produzir os hormônios masculinos, incluindo o principal hormônio sexual do homem, a testosterona, indispensável para a regulação de uma série de fatores, como ganho de massa, fertilidade e libido.

Além disso, os testículos também são responsáveis pela produção dos espermatozoides. Essas estruturas representam o gameta masculino, necessário para a fecundação.

A prevalência do câncer de testículo é maior em idade produtiva, ou seja, dos 15 aos 50 anos. Vale ressaltar que não existe um único tipo de tumor. Eles podem ser diferenciados em:

  • germinativo não seminoma;
  • germinativo seminoma.

O primeiro deles apresenta caráter mais agressivo. Já o segundo tende a evoluir com um crescimento mais lento.

Se você tem algum parente com histórico de câncer de testículo, vale ter um cuidado especial, já que a predisposição genética representa um dos fatores de risco para o surgimento da condição.

Outros fatores que merecem atenção são lesões e traumas na bolsa escrotal, assim como exposição a agrotóxicos e criptorquidia — fatores que explicaremos melhor nos próximos tópicos,

Saiba quais são os sintomas

Lembra do conceito básico de câncer exemplificado no início do artigo? Referenciando a proliferação desordenada, pense no seguinte: se existe muita divisão, como esse tumor vai se manifestar?

Bem, um sinal clássico de tumores é o aumento de volume da região. Dessa forma, se você perceber uma nodulação endurecida nos testículos, é preciso ficar atento. E não se engane: essas nodulações não costumam ser dolorosas! Então, mesmo sendo aparentemente inofensivas, podem, sim, representar um câncer que requer avaliação.

Embora o nódulo em si não seja doloroso, podem haver queixas de incômodos na região inferior do abdome. Nem sempre é uma dor precisa, ou seja, pode se manifestar apenas como um desconforto.

Outra queixa um pouco menos frequente é a presença de sangue na urina e a sensibilidade nos mamilos.

De toda forma, ao perceber um nódulo endurecido ou alteração no volume do testículo, é essencial marcar um horário com o urologista. Assim, será feito o exame clínico, que pode resultar em um diagnóstico.

Veja como é feito o diagnóstico

O diagnóstico de câncer é baseado em recursos laboratoriais e de imagem, além da análise do médico. O primeiro passo é a suspeita, levantada diante de queixas características, como as que vimos.

O próximo passo é fazer os exames complementares. Começando pela imagem, o ultrassom de bolsa escrotal é uma excelente opção para avaliar casos suspeitos.

Se confirmado, podem ser utilizados outros métodos para avaliar possível metástase. A tomografia de pelve e de abdômen, além de radiografias, são úteis para o pré e pós-operatório.

Já os marcadores tumorais são substâncias produzidas pelo corpo e que sugerem a existência de um tumor. No caso do câncer de testículo, os principais marcadores usados são desidrogenase láctica, alfa fetoproteína e beta-HCG.

Vale lembrar que a detecção precoce é um dos melhores caminhos para o sucesso do tratamento. Quanto antes o câncer for detectado, melhor o prognóstico.

Entenda como é o tratamento

Uma vez confirmada a suspeita, o tratamento inicial é cirúrgico com a remoção do testiculo afetado. Este procedimento, chamado orquiectomia, é feito por via inguinal, ou seja, pela virilha.

Feita a cirurgia, o tratamento dependerá de vários fatores, entre eles da análise dos fragmentos de tecido retirado. Enfim, o oncologista, em conjunto com o urologista, definirá o melhor tratamento em cada caso.

Descubra se há risco de infertilidade

Geralmente, quando um câncer é detectado, é feita a remoção total do testículo, sobretudo se os marcadores estiverem elevados. Mas se o outro testículo não tiver sido acometido, as funções sexuais podem não ser afetadas.

Porém, vale lembrar que o tratamento pós-cirúrgico pode induzir a um período de infertilidade, por vezes temporária, por vezes definitiva.

Para quem quer ter filhos, uma das maneiras de contornar esse problema é armazenar o esperma em um banco apropriado.

Por fim, mesmo se a infertilidade for temporária, convém esperar um pouco antes de tentar o processo de gravidez.

Conheça formas de prevenção

Assim como a prevenção primária tem seu valor, é importante que pacientes que já tiveram câncer não deixem de acompanhar o quadro. Dessa forma, as possíveis recidivas serão detectadas de maneira precoce.

Por fim, ressaltamos, mais uma vez, que homens jovens devem estar atentos ao câncer de testículo. Apesar de o prognóstico ser favorável em grande parte dos casos, nunca é demais ressaltar a importância da detecção precoce para o sucesso das condutas.

Mesmo após o tratamento, é necessário acompanhar o testículo contralateral, a fim de identificar recidivas e, novamente, diagnosticar precocemente.

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