Câncer em mulher: 6 tipos mais comuns que atingem o sexo feminino

câncer em mulher
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O câncer é um problema que se inicia quando as células começam a se multiplicar de modo descontrolado. No entanto, o câncer em mulher pode gerar um comportamento específico devido à influência da variação hormonal sobre as reações fisiológicas no corpo feminino.

Considerando que o câncer é uma das doenças que mais mata no mundo, o diagnóstico precoce é essencial à cura ou ao controle dos tumores. Dada à complexidade dessa doença, o objetivo deste artigo é apresentar os tumores de maior prevalência nas mulheres, as causas e as formas de tratamento mais eficazes. Continue a leitura e veja os 6 tipos de câncer que colocam em risco a saúde feminina!

1. Mama

É o câncer em mulher mais comum e está entre os mais frequentes do planeta (atrás apenas do câncer de pulmão), além de ser um tipo de tumor com alta mortalidade. A doença surge por diferentes fatores, como influência genética, herança familiar e idade. No entanto, o câncer de mama também pode se desenvolver por outros processos ainda desconhecidos pela ciência.

Vale ressaltar que existem vários tipos de tumores de mama, o que faz com que a doença possa evoluir de diferentes maneiras: algumas apresentam desenvolvimento rápido, enquanto outras manifestações ocorrem mais lentamente. Essas variações comportamentais são devido às características próprias e determinadas por cada tipo de tumor. 

No Brasil, as estatísticas do câncer de mama estão atrás somente da neoplasia de pele não melanoma. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), espera-se cerca de 25% de novos diagnósticos a cada ano, o que sugere a necessidade de implementação de novas políticas públicas de saúde que auxiliem na prevenção e no controle do câncer em mulher.

Ainda que mais raro, o câncer de mama também pode surgir em homens. Porém, a doença é muito mais comum entre as mulheres. Nas regiões Sudeste, Centro-Oeste, Sul e Nordeste, há uma maior prevalência, principalmente em mulheres com mais de 40 anos. 

Por isso, a realização periódica do autoexame e a mamografia anual – indicada após os 40 anos para pessoas sem histórico familiar – são importantíssimas para detecção precoce da doença. Sintomas como dor nas mamas ou nos mamilos, presença de nódulos palpáveis nos seios ou nas axilas e saída de secreção nos mamilos exigem avaliação médica urgente.

2. Colo do útero

Também conhecido como câncer cervical, esse tumor está associado à infecção persistente por alguns ativos oncogênicos do Papilomavírus Humano (HPV). A infecção da região genital por esse vírus é muito comum durante relações sexuais desprotegidas. 

Entretanto, nem sempre a contaminação causa a doença: vale ressaltar que o câncer surge pela combinação de diferentes fatores, então um fator isolado dificilmente originará a doença. Por isso, as modificações celulares provocadas pelo HPV evoluirão para o câncer cervical somente em alguns casos. Nesse sentido, o trabalho de prevenção é determinante à descoberta precoce e ao tratamento adequado. 

Segundo os dados divulgados pelo Inca e em parceria com o Governo Federal, somente no ano de 2017 esse tipo de câncer causou 6.385 mortes. Como essas alterações podem ser descobertas pelo exame preventivo (Papanicolau) de modo muito simples e fácil, a realização periódica do exame é fundamental ao controle desse tipo de câncer em mulher.

A neoplasia uterina (forma maligna da doença) tem desenvolvimento tão lento que, às vezes, nem apresenta sintomas nos estágios iniciais. Porém, nos casos mais complicados, o tumor pode evoluir para sangramentos na vagina. Os sintomas mais evidentes ocorrem durante ou após a relação sexual: dores no coito, desconforto abdominal e queixas relacionadas a problemas urinários ou intestinais.

3. Tireoide

O tumor tireoidiano é o mais prevalente na região da cabeça e pescoço. Além disso, o câncer de tireoide afeta muito mais as mulheres do que os homens. Ele está classificado entre os cinco tumores mais frequentes na classe feminina, sobretudo nas regiões Nordeste e Sudeste. 

O tumor que atinge essa glândula gera bastantes complicações à saúde feminina, já que a tireoide é responsável pelo controle de inúmeras funções do metabolismo. Apesar de ser pouco agressivo, esse tumor compromete a estabilidade física, mental e emocional, visto que a tireoide libera importantes hormônios no corpo. 

Assim, é preciso estar atento à presença de sinais sugestivos da doença, como os nódulos na tireoide. A rouquidão ou dores na região do pescoço também precisam ser investigados por meio da avaliação profissional dos exames de imagem para confirmação do diagnóstico.

4. Retal

Mesmo que seja bastante frequente na população feminina, o câncer do reto apresenta altas chances de cura. Porém, assim como acontece em todos os tipos de tumores, quanto mais cedo for descoberto, maiores são as possibilidades de extirpar a doença. O diagnóstico pode ser feito por meio da colonoscopia e do exame de fezes. 

Após a menopausa, a doença se torna mais prevalente em mulheres, o que exige maior cuidado e atenção às medidas preventivas. A opção por uma alimentação rica em fibras ajuda bastante a evitar o câncer retal. Também é preciso ficar atento aos episódios de prisão de ventre muito frequentes, dores abdominais, anais e sangramento nas fezes, já que são sintomas sugestivos da doença.

5. Pulmão

Dados do Inca colocam o câncer de pulmão como um dos mais comuns, tanto em homens como em mulheres. Somente no Brasil, foram 12.530 óbitos de mulheres em 2018. Desde 1985, esse tumor assumiu o primeiro lugar em incidência global, além de figurar na lista dos que apresentam maior taxa de mortalidade.  

A boa notícia é que as estatísticas estão diminuindo devido às campanhas preventivas que desestimulam o uso do tabaco em todas as classes sociais, culturas e gêneros. Isso é primordial para diminuir a doença e melhorar a qualidade de vida, pois na maioria dos casos, as mortes provocadas pelo câncer pulmonar estão ligadas ao tabagismo.

6. Endométrio

Esse tipo de câncer em mulher afeta as camadas musculares que revestem internamente o útero. Ainda que as causas não estejam muito bem esclarecidas, acredita-se que a doença se desenvolva por influência de desordens hormonais típicas da menopausa combinadas com questões genéticas, ambientais e de estilo de vida. Um dos principais sintomas é o sangramento vaginal após a menopausa.

Percebe-se, então, que alguns dos fatores causadores de câncer em mulher podem ser evitados. Também fica evidente que a prevenção dessas doenças tão perigosas está associada, principalmente, ao estilo de vida. Logo, além do acompanhamento médico regular, as mudanças de hábitos podem representar uma vida bem mais saudável, além de reduzir os riscos desses problemas.

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