Câncer no sistema linfático: saiba mais sobre as causas, sintomas e tratamento!

câncer no sistema linfático
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Existem doenças que são relativamente comuns, mas que causam bastante estranheza em seu diagnóstico por não terem suas características e peculiaridades tão difundidas entre a população. Pensando nisso, resolvemos preparar este artigo para falar sobre o câncer no sistema linfático, bem como as suas causas, sintomas e tratamento.

O câncer no sistema linfático se trata de uma séria alteração patológica, que afeta as células de defesa do organismo e pode ter graves consequências, especialmente quando há uma demora na detecção do problema ou quando não são adotadas as condutas terapêuticas adequadas. Quer aprender mais sobre o assunto? Então, continue sua leitura!

O que é o câncer no sistema linfático e como ele age no organismo?

O câncer no sistema linfático, também conhecido como linfoma, é um tipo de tumor que se origina a partir de linfócitos, que são células muito importantes no sistema imune do ser humano. Eles atuam na defesa do organismo, mas se tornam patológicos quando começam a se multiplicar descontroladamente, fazendo com que o sistema imunológico não consiga destruí-las naturalmente.

Vale ressaltar que o sistema linfático é constituído por uma série de estruturas relevantes, tais quais órgãos, como timo e baço, além de estruturas, como os linfonodos, e uma rede de vasos que atuam transportando a linfa oriunda do fluído tissular para as veias. Essa é uma organização complexa, mas extremamente relevante para o equilíbrio da nossa saúde.

No entanto, quando os linfócitos sofrem uma transformação maligna, denominada mutação, eles começam a se reproduzir muito mais rapidamente, invadindo outros tecidos e gerando transtornos, especialmente com aumentos de volume das regiões afetadas, o que se expressa com uma série de sintomas e as famosas ínguas no pescoço ou na garganta, por exemplo.

Quais são as causas mais comuns desse câncer?

Na grande maioria das vezes, não é uma tarefa simples estabelecer uma causa inexorável para a ocorrência de um tumor. Embora existam certas correlações diretas, como a entre o tabagismo e o câncer de pulmão, por exemplo, o câncer no sistema linfático abrange um mal multifatorial, que envolve hábitos de vida, genética, exposição a substâncias e muitos outros detalhes.

O que sabemos é que situações que geram comprometimento ao sistema imune tendem a elevar o risco do aparecimento do linfoma. Além disso, alguns tipos de infecção, como as causadas pelo vírus Epstein-Barr ou pela bactéria H. pylori, favorecem o surgimento do linfoma, bem como a exposição a agentes químicos e radioativos.

Via de regra, o câncer no sistema linfático ocorre de maneira espontânea e sem razão aparente. Outros fatores de risco são transplante de órgãos, histórico familiar da doença, portadores de HIV, tabagismo e a presença de patologias de ordem autoimune, mais notadamente o Lúpus Eritematoso Sistêmico e a Síndrome de Sjögren.

Quais são os sintomas de câncer no sistema linfático?

O linfoma pode ser assintomático no começo, mas existem algumas manifestações que indicam que pode haver algum problema. A queixa apontada frequentemente pelo paciente oncológico de câncer no sistema linfático é o surgimento de um ou mais caroços, notadamente no pescoço, axilas, virilha ou região abdominal.

Isso ocorre justamente por conta do aumento de tamanho dos linfonodos, reagindo às alterações mutagênicas dos linfócitos. Além disso, a sintomatologia pode incluir mal estar geral, cansaço, febre, perda de peso, falta de apetite, sudorese noturna e assim por diante. Por isso, é essencial buscar ajuda de um médico o quanto antes, para o devido diagnóstico.

Como é feito o diagnóstico do linfoma?

Como ocorre em praticamente todos os tipos de câncer, o diagnóstico precoce é muito importante e pode oferecer muito mais chances de cura para o paciente. Sendo assim, na suspeita de linfoma ou de qualquer outra doença, o recomendável é não perder tempo e agendar uma consulta com um clínico geral ou outro médico de confiança. 

No atendimento, ele realizará uma boa anamnese, que é uma espécie de entrevista guiada, com o objetivo de descobrir o seu histórico patológico e quais enfermidades afetaram sua família. Também é o momento de avaliar hábitos de vida e fazer demais considerações. Ele também deverá fazer uma avaliação física, buscando por linfonodos infartados e outros sinais.

Na sequência, é bem provável que sejam solicitados alguns exames laboratoriais, como o hemograma. Também pode ser necessário a realização de exames de imagem, como ultrassonografia, tomografia ou ressonância magnética. Por fim, pode ser pedida uma biópsia de uma pequena amostra de tecido do gânglio linfático ou órgão afetado.

Quais os tratamentos mais indicados?

Uma vez que o médico fechou o diagnóstico de câncer no sistema linfático, o passo seguinte é traçar uma conduta adequada, de acordo com as demandas do paciente e as possibilidades da medicina moderna. Felizmente, temos boas alternativas na atualidade, conferindo prognósticos muito melhores do que há alguns anos, sobretudo na abordagem precoce.

A doença é classificada determinando seu tipo e estágio avaliado, bem como a disseminação ou não do local de origem. Os atuais avanços em onco-hematologia permitem excelentes resultados com medicações alvo, quimioterapia, radioterapia ou os dois. Por isso, é muito importante encontrar uma clínica de confiança, de forma a contar com o que há de melhor no segmento.

De acordo com cada caso, o estadiamento e outros fatores, como idade do paciente, estado clínico geral e suas expectativas, as escolhas podem ser direcionadas para outros caminhos, como a moderna imunoterapia (incluindo anticorpos monoclonais) e quimioterapia de altas doses, que pode preceder um transplante de medula.

A cura é o principal objetivo do tratamento dos linfomas, mas a melhora na qualidade de vida e na longevidade também são resultados esperados. Os efeitos adversos variam bastante e, muitas vezes, podem levar anos para surgirem. Por isso, o ideal é fazer um planejamento com o menor risco possível, tentando aproveitar ao máximo os benefícios da conduta escolhida.

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