Câncer: entenda o que é, sintomas, tipos e tratamentos

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20 minutos para ler

Uma das melhores formas de prevenção e de combate ao câncer é por meio da conscientização sobre a doença. Dentro desse contexto, a busca por conhecimento e informações em fontes seguras é uma das práticas essenciais à prevenção. Igualmente relevante é o diagnóstico precoce e a submissão ao tratamento mais adequado ao controle dos tumores malignos.

Tendo isso em vista, o objetivo deste artigo é explicar todo o processo que envolve a identificação, as medidas preventivas e o tratamento contra o câncer. Veja, então, o que é essa doença, quais os tipos de tumores mais comuns e o que deve ser feito para reduzir o impacto do câncer sobre a saúde e a qualidade vida. Boa leitura!

Saiba o que é o câncer

O câncer é uma doença cuja principal característica é o crescimento desordenado de células. Por influência de diversos fatores, a célula cancerosa se divide sucessivamente e, de modo descontrolado, invade tecidos e órgãos do corpo, formando tumores.

Essa proliferação descontrolada pode ocorrer em qualquer tipo de célula, idade ou raça. Em pessoas que cultivam hábitos saudáveis, as células só entram em divisão se houver necessidade. Isso ocorre de modo natural, e é controlado por diferentes elementos com função específica de coordenar esses eventos fisiológicos.

Vale destacar que o câncer não é uma doença única, e que acomete diferentes regiões do corpo. São diversos tipos de doenças, cujas características se comportam de acordo com o tipo de célula afetada e a dinâmica do tumor. Essas modificações que causam a doença resultam, entre outros fatores, de alterações genéticas que provocam esse comportamento anormal na célula.

No entanto, o câncer pode ser classificado de acordo com o comportamento celular das células ou tecidos afetados. Confira!

Tumor benigno

Esse tipo de tumor tem maior probabilidade de cura, já que as células desordenadas crescem somente em um local específico e, de uma forma geral, não se espalham para os outros órgãos do corpo. Além disso, apresentam crescimento mais lento e são mais fáceis de tratar, pois não possuem comportamento agressivo.

Tumor maligno (câncer)

É caracterizado pelo crescimento desordenado das células tumorais. As células afetadas tornam-se mais agressivas e invadem tecidos próximos. Por meio da circulação sanguínea, as células tumorais também podem alcançar órgãos distantes. Ainda que nem sempre aconteça, essa característica de se espalhar para outros órgãos é chamada metástase.

Entenda o significado de “neoplasia”

O conceito de neoplasia abrange todos os casos de crescimento anormal de algum tecido do corpo. Esse fenômeno resulta da multiplicação incorreta das células que formam esse tecido ou órgão. Essa proliferação celular, que caracteriza a neoplasia (ou tumor), pode ser benigna ou maligna. Conceitualmente, a neoplasia maligna é sinônimo de câncer.

A multiplicação celular é um processo natural e necessário ao desenvolvimento e à sobrevivência do organismo. No entanto, algum mecanismo anormal (como a mutação) pode provocar modificações nos genes e causar defeitos que resultem na proliferação irregular.

Nem toda neoplasia é considerada maligna, ou seja, câncer. Às vezes, pode ocorrer algum desenvolvimento incorreto de um tecido, mas que não se enquadra na classificação de um câncer (neoplasia benigna ou tumor benigno). Devido à degeneração gradual que ocorre com o passar do tempo, as neoplasias são mais comuns durante o envelhecimento.

Termos relacionados ao câncer

Para facilitar a compreensão do tema, listamos mais alguns termos relacionados ao câncer. Confira:

  • carcinogênese: processo que origina tumores;
  • oncologista: médico especialista em tratamento de câncer;
  • tumor benigno: não é câncer. Pode ocorrer por diversos fatores, mas é mais fácil de controlar;
  • tumor maligno: sinônimo de câncer. Pode provocar metástase, sendo mais agressivo;
  • metástase: processo de disseminação de células cancerígenas para outras regiões do corpo. Só ocorre em tumores malignos;
  • mitose: divisão celular normal que ocorre em todos os tecidos do corpo. O câncer é caracterizado por mitoses descontroladas;
  • carcinoma: câncer em tecidos epiteliais, como pele ou mucosas;
  • sarcomas: surgem nos tecidos conjuntivos, como ossos, músculos ou cartilagens.

Veja como o câncer se desenvolve

O processo de desenvolvimento do câncer é conhecido como carcinogênese. Esse mecanismo de formação da doença acontece lentamente, porém de forma progressiva e, em alguns casos, não provoca sinais ou sintomas até a aparição de tumores visíveis ou palpáveis.

A origem do câncer está relacionada a diversas causas, porém os efeitos acumulativos desses diferentes elementos cancerígenos são os responsáveis pelos estágios da doença. Listamos os principais estágios de formação do câncer. Observe!

Iniciação

Nessa fase inicial, agentes cancerígenos provocam alterações nos genes, e as células afetadas se tornam alteradas. Esses primeiros agentes cancerígenos “preparam” as células para que elas recebam a ação de um segundo fator, bem mais invasivo, antes do aparecimento do câncer.

Promoção

Nessa etapa, as células que foram geneticamente alteradas no primeiro estágio estão prontas para receber um novo sinal que as transformarão em células tumorais. Isso ocorre pela ação dos agentes cancerígenos chamados de oncopromotores.

Esse processo segue uma ordem lógica e cronológica, mas cada etapa ocorre de modo lento e gradual. Para que essa transformação se concretize, é necessário um contato contínuo com os oncopromotores.

Se não houver o contato das células iniciadas com os agentes promotores, essa transformação será suspensa. Um exemplo comum de promoção é a exposição excessiva a alguns elementos presentes no cigarro e em componentes da alimentação industrializada.

A maioria dos corantes, conservantes e acidulantes presentes nos alimentos processados funciona como fator de transformação de células iniciadas em malignas. Porém, o câncer surge por influência de várias questões, das quais o hábito alimentar é apenas uma.

Progressão

Na fase de progressão ocorre a multiplicação desenfreada das células alteradas pelos agentes que atuaram nas fases anteriores. Assim, o câncer já está instalado e, de agora em diante, ele entrará em fase de evolução gradual até o surgimento das primeiras manifestações clínicas.

Confira os tipos de câncer mais comuns no Brasil

Os tratamentos contra o câncer evoluíram bastante e, com isso, as chances de cura também aumentaram. Além disso, medidas de educação preventiva e de maior conscientização quanto à importância do diagnóstico precoce contribuíram para um maior sucesso no combate à doença.

Enumeramos alguns tipos de câncer de maior prevalência em nosso país. Veja quais são!

Próstata

No Brasil, dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) colocam o câncer de próstata em segundo lugar em incidência nos homens (depois do câncer de pele não melanoma). Homens com idade acima de 60 anos, com histórico familiar da doença e afrodescendentes têm maior risco de desenvolver a doença.

Alimentação saudável, manter o peso adequado (prevenção primária) e exames periódicos de PSA e toque retal (prevenção secundária ou diagnóstico precoce) devem ser discutidos entre o médico e o paciente. O tratamento depende de diversos fatores específicos da apresentação da doença e do estado clínico de cada paciente.

Mama

Os tumores de mama, campeões de incidência nas mulheres (depois do câncer de pele não melanoma), estão associados à menopausa tardia, ao histórico familiar, obesidade, alimentação rica em gorduras saturadas, entre outros fatores de risco.

A presença de nódulos na mama, alteração dos mamilos ou outros sintomas locais merece uma investigação mais minuciosa para a identificação da doença.

Cólon e reto

O câncer colorretal é um dos mais comuns entre os tumores do aparelho digestivo. O abuso de álcool, consumo excessivo de carne vermelha, sedentarismo, obesidade, alimentação pobre em fibras e histórico familiar são considerados fatores de risco para a doença.

Pode ser assintomático ou se apresentar com sintomas como dores abdominais, sangue nas fezes, alteração do hábito intestinal, entre outros. Assim como em outros tumores malignos, o diagnóstico precoce aumenta as chances de cura desse tipo de tumor e a colonoscopia de rastreamento têm um papel fundamental neste processo.

Câncer de Pulmão

Segundo o INCA, quase 13% das mortes anuais por câncer de pulmão estão ligadas ao cigarro. Além de outras doenças pulmonares, o fumo aumenta a gravidade de enfermidades cerebrovasculares e de ataques do coração. É preciso ficar atento: alguns sintomas do câncer no pulmão são falta de ar, tosse seca, dores no peito, fraqueza generalizada, escarro com sangue e emagrecimento.

Estômago

É um tumor mais comum em indivíduos com idade superior a 50 anos. Há uma relação com a ingestão de alimentos processados, escassez de frutas, legumes e verduras na alimentação, consumo de álcool e obesidade. Queixas de dores estomacais, náuseas, azia e má digestão podem ser sintomas da doença.

Saiba o que causa o câncer

As causas do câncer são multifatoriais, ou seja, a doença surge pela influência de agentes externos (ambientais) aliados a questões individuais de cada paciente, principalmente o estilo de vida e a predisposição genética. Estima-se que a maioria dos tumores malignos esteja relacionada à exposição de fatores de risco ambientais.

De um modo geral, as causas externas estão mais associadas ao estilo de vida, hábitos e costumes. Hábitos alimentares inadequados, tabagismo, exposição solar em excesso, inatividade física e obesidade, poluição atmosférica e exposição a compostos químicos específicos são os principais fatores de risco.

Contudo, a origem do câncer não depende de uma causa isolada, mas da somatória de vários fatores. O envelhecimento pode trazer alterações celulares que elevam as chances de surgimento da doença. Além disso, o câncer é mais frequente nas pessoas idosas devido ao maior tempo de exposição das células aos fatores de risco durante a vida.

Há dois anos, a Organização Mundial de Saúde (OMS), incluiu os alimentos embutidos — como o salame, salsicha e presunto — na lista dos que influenciam o surgimento de tumores no aparelho digestório.

Além disso, a relação desse tipo de alimento com outras classes de neoplasias também está sendo investigada. Um estudo da Universidade de Glasgow, na Escócia, afirmou que entre mulheres de 40 a 69 anos que consumiram produtos embutidos durante a pesquisa, o risco de câncer de mama foi 21% maior.

Conheça os principais fatores de risco para o câncer

São muitos os fatores de risco que determinam o surgimento da doença. Além dos fatores naturais — como herança familiar —, as transformações provocadas pelo homem no meio ambiente, os hábitos e os costumes da sociedade contemporânea ajudam a desencadear diferentes tipos de câncer. Acompanhe!

Hereditariedade

Questões relacionadas à herança familiar e aos fatores étnicos estão associadas a diferentes tipos de câncer, o que torna a oncogenética uma área essencial à melhor compreensão da doença. Os cânceres de mama, de intestino e de estômago figuram na lista dos mais propensos à influência do componente familiar.

Tabagismo

Alguns elementos se comportam como fatores em um ou outro estágio e, com isso, podem ser considerados agentes promotores cancerígenos. Devido às diversas substâncias oncogênicas presentes em sua composição, o cigarro atua como um carcinógeno completo, pois os seus componentes influenciam os três estágios da carcinogênese.

Hábitos alimentares

Melhorar a alimentação é uma forma de se prevenir contra diversas doenças. Desde as mais graves até as mais simples, muitas enfermidades estão intrinsecamente relacionadas à dieta, o que torna importante um acompanhamento com um especialista em nutrição. Há, portanto, uma associação muito próxima entre os produtos industrializados, os agrotóxicos, alguns tipos de carnes e o risco de câncer.

Alcoolismo

O consumo frequente de bebidas alcoólicas acentua o risco de desenvolver diferentes tipos de tumores malignos, como câncer de boca, esôfago, faringe, laringe, estômago, intestino, fígado e mama.

Todos os tipos de bebidas alcoólicas têm o potencial de funcionar como fator causador de mutação. Quando chega ao intestino, o álcool tem a capacidade de funcionar como solvente e, assim, facilitar a entrada de outros elementos carcinogênicos para dentro da mucosa intestinal.

Hábitos sexuais

O câncer de colo do útero e o de pênis são causados pela ação do Vírus Papiloma Humano, o HPV. Esse agente causador de câncer é transmitido durante relação sexual desprotegida. O HPV pode demorar muitos anos para provocar sintomas. Os primeiros sinais da doença podem ser o aparecimento de verrugas no órgão genital feminino ou masculino.

Fatores ocupacionais

O câncer ocupacional resulta da longa exposição a agentes causadores de câncer presentes no ambiente laboral. Várias doenças surgem em decorrência da relação entre trabalho e câncer. As mais comuns são as relacionadas ao tabagismo, amianto, sílica, benzeno, radiação ionizante, pesticidas e defensivos agrícolas.

Esse tipo de câncer está associado à área do corpo humano exposta à substância cancerígena durante o processo do trabalho. Um exemplo clássico é a inalação de asbesto ou de amianto, elemento presente na composição das telhas e caixas d’água, e que elevam o risco de um tumor chamado mesotelioma.

Confira alguns mitos sobre o câncer

O câncer é uma doença que ainda gera muitas incertezas. Assim, é muito comum o surgimento de indagações sobre a dinâmica dessa doença, sobretudo quanto aos procedimentos mais adequados para os tratamentos. A seguir listamos alguns mitos sobre o câncer: veja quais são e esclareça suas dúvidas!

Pessoas de pele negra não desenvolvem câncer de pele

Mito. Ainda que a melanina — substância presente em maior abundância nos afrodescendentes — funcione como proteção contra a ação das radiações solares, pessoas de pele escura também podem desenvolver o câncer dermatológico. Vale destacar que o câncer surge pela combinação de diversas influências, e a quantidade de melanina na pele é apenas um fator protetor isolado.

Sutiã apertado causa câncer de mama

Mito. Não há nenhuma evidência científica que comprove que sutiãs apertados interfiram no surgimento do câncer de mama. Mesmo assim, é preciso ter cuidado com esse hábito, pois roupas muito apertadas provocam maior pressão sobre os vasos superficiais da pele, o que dificulta a circulação sanguínea e prejudica a oxigenação da região das mamas.

Toda mulher que contrai HPV terá câncer de útero

Mito. O HPV influencia, sim, o desenvolvimento do câncer uterino. Porém, existem diferentes tipos de HPV e, por isso, nem todos são causadores de câncer ginecológico. A melhor forma de minimizar esses riscos é por meio da vacinação e da realização periódica do exame de Papanicolau. Esse procedimento é de baixo custo e acessível na rede pública (SUS).

Adoçante causa câncer

Mito. O uso do adoçante sempre gerou desconfiança quanto à segurança na saúde do consumidor. No entanto, ainda não há confirmação definitiva de estudos que comprovem que esse produto realmente cause câncer diretamente.

Ingestão de leite pode provocar câncer ou prejudicar o tratamento de um paciente oncológico

Mito. Ainda que o consumo do leite por adultos seja razão de diferentes controvérsias, ainda não há estudos que associem esse alimento ao surgimento de câncer. Porém, ainda que o leite seja uma importante fonte de cálcio, é necessário controlar o seu consumo. Por ser muito gorduroso, a ingestão excessiva de leite pode provocar obesidade e doenças coronarianas. Produtos lácteos também aumentam o risco de inflamação e de diarreia.

Gengibre ajuda no tratamento com quimioterapia

Verdade. O gengibre é um dos alimentos mais indicados para pessoas em tratamento quimioterápico. Além de sua função anti-inflamatória, esse vegetal é conhecido por sua ação antiemética. Ou seja, auxilia no alívio de náuseas e vômitos que podem surgir durante a quimioterapia.

Todos que fazem quimioterapia perdem os cabelos

Mito. Perder ou não o cabelo durante a quimioterapia depende de vários fatores, como o tipo de quimioterapia utilizado e o modo de reação de cada organismo. Por isso, nem todos os pacientes em quimioterapia perderão os cabelos.

Saiba quais são as modalidades de tratamento para o câncer

Elencamos algumas modalidades de tratamento mais utilizadas no combate ao câncer. Confira cada uma delas!

Radioterapia

É um método que utiliza radiação ionizante aplicada diretamente sobre os tumores com o objetivo é destruí-los ou impedir o seu crescimento. Esse tratamento é realizado em sessões de acordo com a prescrição médica. Essa metodologia de tratamento também pode ser utilizada em combinação com outras técnicas, como a quimioterapia.

Quimioterapia

O tratamento quimioterápico é bastante utilizado e tem eficácia comprovada, já que utiliza medicamentos específicos para destruir as células afetadas pelo tumor. O efeito desta técnica varia conforme o estado geral do paciente e o nível de comprometimento do órgão afetado.

Devido às características individuais do organismo, cada remédio age de um modo diferente. Os medicamentos usados na quimioterapia são levados às regiões do corpo via corrente sanguínea. A meta é destruir preferencialmente as células tumorais e impedir que elas consigam se espalhar para outros órgãos.

A quimioterapia pode ser usada como tratamento único ou de forma integrada com a radioterapia e cirurgia. Os métodos mais utilizados são por via oral, intravenosa, intravesical, subcutânea ou tópica.

Tipos de quimioterapia

Há diversos tipos de quimioterapia no tratamento contra o câncer. Confira as que são mais utilizadas:

curativa: o objetivo é eliminar a doença por meio dessa técnica;

adjuvante: a quimioterapia é aplicada para destruir possíveis células tumorais que restaram após a cirurgia;

neoadjuvante: é usada para reduzir o tumor antes de intervenções cirúrgicas;

paliativa: além de aumentar a sobrevida do paciente, essa modalidade objetiva melhorar a qualidade de vida do paciente, amenizar os sintomas e promover o seu bem-estar.

Efeitos colaterais

Cada paciente se comporta de um modo diferente durante o tratamento quimioterápico, pois a medicação pode provocar reações específicas conforme o organismo. No entanto, é possível que a quimioterapia aplicada tenha efeitos sobre as células sadias também.

Sendo assim, para evitar danos colaterais mais graves, o tratamento com quimioterapia deverá ser realizado em intervalos de tempo determinados. O objetivo é esperar que as células saudáveis afetadas pela medicação possam se recuperar.

Cirurgia

As cirurgias oncológicas são práticas utilizadas para a remoção de partes afetadas pelo tumor. A opção por essa metodologia visa proteger o paciente da invasão das células doentes para regiões ou órgãos próximos aos locais do câncer. Às vezes, o método cirúrgico pode ser a primeira opção de tratamento do câncer, principalmente nos casos que exigem a extirpação parcial ou total do órgão afetado.

Entenda a importância das medidas de prevenção

Alguns tipos de câncer são mais sensíveis aos tratamentos e têm melhor prognóstico. No entanto, a resposta ao tratamento depende do estágio da doença, do estado clínico do paciente e do tipo de tumor. Quanto mais cedo a doença for descoberta, maiores serão as chances de recuperação.

Por isso, o diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso das terapias. Logo, todas as pessoas que apresentam sintomas relacionados ao câncer devem procurar ajuda médica. Além disso, exames de rastreamento são indicados para detecção precoce de alguns tipos de câncer.

Além do diagnóstico precoce, listamos algumas medidas que auxiliam na prevenção primária e secundária da doença. Confira:

● priorizar uma dieta saudável;

● realizar atividade física regularmente;

● evitar o consumo de cigarros e de bebidas alcoólicas;

● dormir bem, pois a boa qualidade do sono fortalece a defesa do organismo;

● utilizar bloqueador solar, bonés ou chapéus para evitar a ação dos raios ultravioletas;

● optar pelo aleitamento materno, pois esse ato pode ser protetivo contra o câncer de mama;

● mamografia para rastreamento do câncer de mama;

● realizar anualmente exames preventivos como avaliação ginecológica, pois essa é a metodologia utilizada para detecção precoce do câncer de útero;

● fazer exame de colonoscopia a partir dos 50 anos, principalmente em quem tem histórico familiar ou polipose intestinal, por exemplo);

● estimular os homens aos testes de PSA e de toque retal a partir de 50 anos, medidas essenciais à prevenção do câncer prostático.

Veja a importância da oncologia e do tratamento humanizado

A confirmação de um diagnóstico de câncer e a submissão ao tratamento pode gerar muitos questionamentos e insegurança nos pacientes. Nesse sentido, a oncologia é uma área médica que precisa estar cada vez mais preparada para suprir as necessidades e anseios de quem está passando por um momento delicado da vida.

Essa especialidade está atuando de forma multidisciplinar e integrada a outras áreas da medicina e da psicologia a fim de prestar um atendimento mais humanizado. Nesse sentido, a humanização do atendimento e o acompanhamento psicológico são essenciais para a redução dos impactos físicos e psicológicos resultantes do tratamento contra o câncer.

A oncologia é uma das áreas mais privilegiadas com o avanço da tecnologia, pois há recursos bem avançados para diagnosticar e combater, precocemente, o câncer. Além disso, os profissionais dessa área estão aptos a promover, por meio da humanização do tratamento do câncer, a recuperação integral da saúde e a melhoria da qualidade de vida de quem enfrenta essa doença.

Como você pôde notar, tão importante quanto a atenção aos cuidados preventivos é buscar uma clínica especializada na prevenção e tratamento do câncer. A Oncomed BH é uma referência no controle do câncer e, além da vasta experiência nessa modalidade de tratamento, a equipe de profissionais se compromete a atender seus pacientes com todo respeito e responsabilidade, quesitos essenciais à reabilitação da saúde e à qualidade de vida.

Esperamos ter esclarecido suas principais dúvidas sobre os sintomas, as formas de prevenção e a importância do diagnóstico precoce para combater o câncer. Se precisar de ajuda nesse sentido, entre em contato com a o Oncomed BH e conte conosco para o que precisar!

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16 thoughts on “Câncer: entenda o que é, sintomas, tipos e tratamentos

  1. Excelente texto sobre o câncer.Explicacoes e esclarecimentos para quem tem ou teve a doença. Gostaria que falasse sobre Sarcoma.(Estou em tratamento leiomiosarcoma). Obrigada.

      1. Excelente texto.Informacoes necessárias para quem passa por este problema. Seria bom se fizessem campanhas informativas com este assunto sarcoma.

  2. Oi bom dia minha teve câncer de estômago com 79 anos e faleceu vitima de um infarto a 3 meses corro o risco de também desenvolver a doença

    1. Olá! A maioria dos tumores malignos no estômago se desenvolve de uma forma esporádica. Ou seja, não há um gene responsável que é transmitido de pai (ou mãe) para os filhos. Algumas formas mais raras de câncer gástrico hereditário podem ocorrer, mas é a exceção e geralmente acometem pacientes mais jovens. O importante é você manter uma vida saudável, com alimentação adequada, atividade física e evitar o tabagismo.

  3. Olá minha sobrinha fez uma cirurgia para retirada de um rumar na cabeça, os médicos não indicaram quimioterapia nem rádio, é seguro não fazer tratamento completar? Ela está super bem mas fica aquela apreensão, ser A que está ok não volta mais o tumor.

    1. Olá, Adriana! Cada situação é específica e deve ser individualizada. A indicação de tratamento complementar depende da vários fatores, entre eles o tipo de célula, o comportamento biológico, os marcadores moleculares e as condições clínicas do paciente. Por isso, cabe ao oncologista, em conjunto com o radioterapeuta e neurocirurgião, avaliarem a necessidade do tratamento complementar ou não.

  4. Bom dia!Meu irmão foi diagnosticado com câncer de pròstata.Meu pai faleceu com câncer de pròstata.Eu estou indignada com o médico dele.Disse que é pra observar o desenvolvimento desse tumor ,pois está bem no início!Pois não vai fazer cirurgia de imediato não!Então eu pergunto,pra quê fazer diagnòstico precoce se não vai fazer cirurgia e retirar esse tumor antes que espalhe células cancerosas?Não concordo com o médico que o atendeu em Belo Horizonte.

    1. Ei, Marta! Cada situação específica deve ser individualizada. O tumor de próstata localizado é classificado em grupos de risco. De acordo com esse risco e condições específicas do paciente o especialista discute as opções de conduta. Para os tumores de baixo risco as opções são a cirurgia, radioterapia ou a observação ativa. Nesta última, um acompanhamento de perto com protocolos específicos é utilizado sem intervenção imediata, mas que pode ser necessária ao longo do tempo.

  5. Olá! Tive um tumor intra renal, ou seja estava localizado entre o rim e a costela, lipossarcoma diferenciado. Fiz quimeo e rádio, gostaria que me falece por qual razão ele apareceu. Quanto ao conteúdo da matéria, muito bom e esclarecedor.

    1. Olá! Os sarcomas, assim como a maioria de outros tumores sólidos, surgem pela interação de fatores ambientais e genéticos do próprio indivíduo. Sendo assim, por algum motivo, e muitas vezes não se podendo identificar um fator específico, a célula começa a se dividir desordenadamente e sem controle adequado. É como se os mecanismos de freio de reprodução celular desordenada parassem de funcionar. Desta forma, há o aparecimento do tumor. Não se pode identificar uma causa específica neste caso. Existem alguns fatores de risco para desenvolvimento de sarcoma (radiação prévia no local, por exemplo), mas muitas vezes eles não está presentes nos pacientes que desenvolvem a doença.

  6. Eu tive câncer de mama em 2014, mas não tive condições de continuar o tratamento, pois não tinha quem cuidasse de minha mãe. Não continuei à tomar o tamoxifeno. Acha que estou correndo risco? Me ajude por favor.

    1. Cada situação específica deve ser avaliada com o seu médico oncologista, discutindo todas as opções, riscos e benefício de cada intervenção. A hormonioterapia (tamoxifeno, por exemplo) reduz o risco de recorrência em pacientes com câncer de mama receptor hormonal positivo. Sugerimos conversar com o seu médico sobre os detalhes específicos do seu caso e avaliar a sua situação.

  7. Bom dia! Há uns 3 anos, ou quase isso, apareceu uma verruga em minha genitália. Faço minhas prevenções direitinho e o que me disseram é pra que não me preocupe que não a nada de anormal e que pode se tratar de uma transformação natural por causa da idade. Será q devo me preocupar e procurar outra opinião? Atualmente estou com 40 anos. Desde já agradeço.

    1. Olá. Verrugas na genitália devem ser avaliadas por um profissional especializado. Se você ainda está desconfortável, sugerimos procurar um ginecologista para que possa ver os aspectos específicos da lesão e te orientar sobre a conduta.

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