Afinal, o cigarro eletrônico faz mal ou não?

cigarro eletrônico
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Quando falamos sobre o tabaco, não estamos nos referindo a uma droga nova. Na verdade, ele está presente na população há vários séculos, mas, atualmente, é consumido por quase 20% da população mundial.

Tendo em vista tamanha abrangência, o foco dos fabricantes deixou de ser a população acima de 18 anos e voltou-se para crianças e adolescentes, por meio da produção do chamado cigarro eletrônico.

Esse é um fato preocupante, pois uma a cada três crianças que começam a fumar, acabam indo à óbito em consequência do cigarro. Além dos cânceres de pulmão e garganta, é sabido que o tabagismo provoca problemas metabólicos e cardiovasculares. Mas sera que o cigarro eletrônico também faz isso? Descubra!

O que é o cigarro eletrônico?

O primeiro cigarro eletrônico foi produzido em 1963, mas devido à falta de recursos não evoluiu para um produto que pudesse ser consumido. No entanto, o desenvolvimento do equipamento continuou e hoje ganha cada vez mais cena no mercado.

Ele consiste em um aparelho mecânico e eletrônico, que funciona à base de bateria de lítio ativa, a cada tragada. Dentro dele há toda uma maquinaria para seu funcionamento, além de um cartucho ou refil em que as substâncias envolvidas ficam armazenadas.

Quais substâncias estão envolvidas?

Uma característica importante do cigarro eletrônico é a presença da nicotina, da qual são retiradas certas impurezas. Embora pareça uma forma mais limpa, os produtos fabricados não apresentam padrão para controle.

Além desse componente, existem várias outras substâncias no cigarro eletrônico. Apesar de serem inicialmente inofensivas, a partir do momento que são submetidas às elevadas temperaturas durante a vaporização, elas geram produtos potencialmente tóxicos.

Ah, diferentemente do tabaco que é tragado, as substâncias do cigarro eletrônico são vaporizadas, ou seja, encontram-se na forma líquida, e as altas temperaturas fazem com que se transformem em vapor.

Vale ressaltar que a fabricação dos cigarros envolve o uso de compostos que tornam tanto o sabor como também o cheiro mais agradáveis em comparação ao fumo tradicional. Por esse motivo, o malefícios do equipamento podem ficar mascarados e até incentivar o consumo por parte dos mais jovens.

Quais seus malefícios para a saúde?

Você lembra dos produtos potencialmente tóxicos que mencionamos anteriormente? Tais substâncias são tóxicas para as células e também influenciam no processo de desenvolvimento do câncer, assim como fazem os cigarros tradicionais.

Além de serem citotóxicas e cancerígenas, também são irritativas, acarretando problemas de pele e até enfisema pulmonar. Devido ao tamanho da moléculas, elas facilmente caem na corrente sanguínea e causam efeitos negativos sistêmicos, como:

  • processos inflamatórios;
  • risco de doença cardiovascular;
  • acometimento pulmonar;
  • óbito.

Por fim, ressaltamos que as tragadas em cigarros eletrônicos costumam durar maior tempo quando comparadas ao tabagismo tradicional, aumentando, então, o poder de ação das substâncias nocivas.

Viu só como o cigarro eletrônico também é nocivo para o organismo? Embora seja utilizado para reduzir os danos causados pelo cigarro tradicional, às vezes, até sendo considerado um potencial substituinte, o equipamento eletrônico também é associado a uma série de doenças potencialmente fatais, como câncer.

Vale ressaltar que o câncer de pulmão é o que provoca maior mortalidade em vários países, incluindo o Brasil. Então, evite o consumo do cigarro eletrônico!

Gostou deste conteúdo? Aproveite para conhecer os tipos de câncer mais frequentes e como preveni-los!

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