Cuidados paliativos: como funcionam e quais os tipos de suporte?

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Quando o assunto é cuidados paliativos, existem dúvidas muito frequentes e alguns estigmas que precisam ser quebrados.

A relevância é tamanha que o Ministério da Saúde normatizou, em 2018, a prática de cuidados paliativos no contexto do Sistema Único de Saúde (SUS). Mas será que é qualquer pessoa que pode receber esse tipo de atenção?

Na verdade, as medidas são implementadas em pacientes que têm uma doença que ameace a continuidade da vida. Continue a leitura para entender melhor!

Entenda o que são cuidados paliativos

Os cuidados paliativos são implementados diante de uma doença que ameace a vida. Esse conjunto de medidas consiste na assistência promovida por uma equipe multidisciplinar, que tem como objetivo melhorar a qualidade de vida do paciente e de seus familiares.

A atuação é feita por meio de:

  • prevenção e alívio do sofrimento;
  • identificação precoce e tratamento da dor.

Além disso, busca-se identificar e tratar os demais sintomas físicos, sociais, psicológicos e espirituais resultantes da condição do paciente.

Dessa forma, o intuito não é a cura da doença, mas sim promover uma maior qualidade de vida, considerando os valores e biografia do paciente e sua família.

Por isso, cada paciente é visto na sua singularidade. Logo, plano de cuidado é construído conforme a proporcionalidade terapêutica, aos desejos, valores e necessidades do paciente e sua família.

Saiba qual o foco da abordagem

O principal foco da abordagem está no paciente e não em sua doença. Isso mostra, novamente, que o cuidado paliativo se apresenta como uma modalidade de assistência imprescindível para levar qualidade de vida aos pacientes e seus familiares que estão diante das doenças ameaçadoras de vida.

Os cuidados paliativos, ao contrário do que se imagina, seguem uma filosofia de reafirmar a vida e aceitar a morte como um processo natural. Isso significa, não acelerar nem retardar o processo de morte, apenas aceitá-lo.

Os benefícios dos cuidados paliativos

A assistência aos cuidados paliativos propicia inúmeros benefícios, como:

  • melhora a qualidade de vida;
  • reduz os sintomas desagradáveis;
  • maior satisfação do paciente, dos familiares e cuidadores (caso tiver).

O plano de cuidados envolve o acolhimento das angústias, o manejo clínico adequado da doença e controle farmacológico e não farmacológico de sintomas.

Assim, promove a diminuição das internações frequentes, melhora da qualidade de vida e um final de vida com conforto e dignidade.

Veja como é o papel dos profissionais

A qualidade de vida dos pacientes em cuidados paliativos depende da identificação de sua condição global e requer uma avaliação mais detalhada. Isso requer um olhar para todas as dimensões do indivíduo — física, emocional e social.

Por isso, o acompanhamento de uma equipe multiprofissional é fundamental, desde a avaliação da condição do paciente, passando pelo planejamento e execução de ações individualizadas para o controle de sofrimento.

Concluímos, enfim, que os cuidados paliativos podem melhorar consideravelmente a qualidade de vida do paciente oncológico. Sabemos que o tratamento do câncer não é fácil. Por isso, caso você esteja envolvido em uma situação parecida, que tal procurar por uma equipe especializada? A escolha do programa ideal e dos profissionais mais capacitados vai interferir diretamente no bem-estar e nos desafios que surgirem pelo caminho.

Aproveite que está aprendendo mais sobre o tema e leia mais informações sobre os cuidados paliativos.  

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