Veja o que são cuidados paliativos e quando devem ser iniciados

cuidados paliativos
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É fundamental que o paciente com câncer, independentemente do estágio da doença e das chances de cura, tenha qualidade de vida. Desse modo, os cuidados paliativos são essenciais no tratamento oncológico.

Estamos falando de a pessoa receber um atendimento mais humanizado e individualizado. Assim se reduz o sofrimento, oferecendo um conforto físico, psicológico e espiritual para o paciente. É uma abordagem que acontece de forma paralela e complementar ao tratamento oncológico tradicional.

Quer entender melhor a definição de cuidados paliativos, quando essa abordagem deve ser iniciada e qual é o papel da família nesse processo? Confira o post que preparamos sobre esse tema!

O que são cuidados paliativos?

A Organização Mundial de Saúde (OMS) define os cuidados paliativos como uma prática que não se restringe apenas ao alívio da dor: inclui também reduzir o sofrimento emocional do paciente e de seus familiares. É uma abordagem que deve estar presente desde o diagnóstico até as fases mais avançadas da doença.

Dessa maneira, a cura deixa de ser o único objetivo do tratamento e a morte passa a ser encarada como um processo natural da vida. A abordagem passa a ser direcionada para o paciente, e não mais exclusivamente para sua doença.

Nesse sentido, toda a equipe multidisciplinar (médicos, enfermeiros, psicólogos, fisioterapeutas, nutricionistas e outros) oferece um atendimento humanizado a fim de promover a qualidade de vida, aliviando os sintomas do câncer e do tratamento além de realizar acolhimento psicológico e espiritual.

Quais os objetivos dessa abordagem e quando deve ser iniciada?

O objetivo dessa prática é oferecer dignidade ao indivíduo que está em um momento de muita fragilidade, reduzindo seu sofrimento. Assim, a equipe de saúde adota a conduta de ficar ao lado do paciente, escutando-o, respeitando sua vontade e buscando meios de oferecer todo o conforto necessário.

Os cuidados paliativos podem ser:

  • físicos, para controlar dor, falta de ar, enjoos e vômitos;
  • psicológicos, para amenizar o sofrimento e angústia;
  • espirituais, respeitando a crença do paciente e suas escolhas do tratamento.

É, portanto, uma abordagem que não deve ser iniciada apenas quando o tratamento não está mais funcionando. Não se deve confundir cuidados paliativos com cuidados de fim de vida.

Cuidados paliativos

Nesse caso, espera-se que o tratamento seja realmente eficaz e que haja uma resposta muito satisfatória no tratamento do câncer, levando a cura. Ainda assim, os cuidados paliativos seriam fundamentais para tratar todo o sofrimento relacionado à doença ou eventualmente ao seu tratamento. E, nesse caso, usamos o conceito de dor total: que abrange esferas amplas como a física, espiritual, psicológica e social.

Vamos supor que um paciente com câncer de laringe que esta recebendo tratamento com quimioterapia e radioterapia ao mesmo tempo. Esse tratamento tem o objetivo de curar mas ainda com o bom prognóstico podem ocorrer sofrimento por várias fontes distintas:

  • dor causada pelo tumor
  • dor causada por feridas (aftas) que podem acontecer em decorrência do tratamento
  •  emagrecimento e fadiga por dificuldade alimentar
  • tristeza pela dificuldade de falar
  • depressão e ansiedade causadas pela soma total do quadro

Cuidados de fim de vida

Também é da competência da equipe de cuidados paliativos oferecer o melhor tratamento de fim de vida. Nesse caso, podemos exemplificar imaginando um paciente idoso, com várias outra comorbidades, em estágio avançado de câncer, que sente dores muito intensas. Para ele, as terapias ou procedimentos invasivos não surtirão efeitos satisfatórios, não deve ser levado para uma UTI, pois ficaria longe de seus entes queridos. 

Para ele, o mais indicado é receber um tratamento paliativo otimizado, em casa ou em ambiente hospitalar, para reduzir seu sofrimento, aliviando a dor de maneira impecável e trazendo um conforto maior, já que ele pode ficar ao lado de sua família.

Quais os principais cuidados e o papel da família nessa questão?

A família tem um papel importante nesse processo, principalmente a de aceitar que os cuidados paliativos é a melhor conduta a ser adotada. É claro que é difícil saber que não há um tratamento específico para a reversão da doença, no entanto os familiares devem pensar no bem-estar do paciente. Além disso, devem dar o suporte que ele precisa para que tenha também um conforto emocional. A busca obstinada por um processo de cura impossível está fatidicamente relacionada ao maior sofrimento para o paciente e para os familiares.

Falar de cuidados paliativos ainda é um desafio para muitas pessoas, entretanto, para muitos casos de pacientes com câncer, essa é a abordagem mais humana adequdada e sensível a ser seguida.

Nosso post foi útil para você? Então descubra também como amenizar os sintomas da quimioterapia.

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