Qual é a importância do dia mundial da saúde digestiva? Veja!

dia mundial da saúde digestiva
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Como anda a saúde do seu aparelho digestivo? Muitas pessoas só se fazem essa pergunta quando surge algum sintoma desagradável, mas o fato é que esse é um tema que merece toda a nossa atenção se quisermos viver mais e melhor. E é justamente para alertar para esses cuidados que foi criado o Dia Mundial da Saúde Digestiva.

Instituída em 29 de maio pela Organização Mundial de Gastroenterologia, a data tem como objetivo mobilizar e orientar as pessoas de todo o mundo sobre a importância do diagnóstico precoce e o tratamento de doenças do aparelho digestório.

Das queixas mais comuns em nosso dia a dia, como a azia e a constipação intestinal, aos tumores, é essencial ficarmos atentos às enfermidades do sistema digestivo. Neste texto, você vai saber mais sobre o assunto. Confira!

O alerta do Dia Mundial da Saúde Digestiva

Parece que, desde o início da vida, temos que lidar com um ou outro problema relacionado à saúde digestiva, não é mesmo? Recém-nascidos (e os papais e mamães) já sofrem com as cólicas, e os desconfortos seguem ao longo dos anos, relacionados à azia, constipação, diarreia, náuseas, refluxo gástrico, sensação de empachamento, entre outros.

Mas a verdade é que, apesar de corriqueiros e, muitas vezes, vindos de uma alimentação inadequada, esses sintomas precisam ser avaliados com cuidado. Isso porque, quando surgem de forma recorrente ou junto a outros, eles podem indicar problemas mais sérios.

O Dia Mundial da Saúde Digestiva acende uma luz para essas enfermidades e todos os anos traz um tema como foco dessa discussão, além de alertas importantes para a população mundial.

Os tipos de tumores digestivos

Os tumores do trato gastrointestinal são aqueles que atingem estômago, esôfago, fígado, pâncreas, intestino delgado, GIST (Tumor Estromal do Trato Gastrointestinal), vesícula biliar e vias biliares, intestino grosso e ânus.

Falando especificamente do GIST (da sigla em inglês para Gastrointestinal Stromal Tumors), apesar de corresponder a cerca de 1 a 2% de todos os tumores do trato gastrointestinal, é o tumor mesenquimal mais frequente dessa localização. Eles podem se originar de diferentes órgãos do trato gastrointestinal, o que pode influenciar tanto no tipo de tratamento quanto no prognóstico da doença.

O grande risco dos GISTs é que eles são tumores silenciosos, ou seja, na grande maioria dos casos, podem não apresentar nenhum tipo de incômodo ou dor até que estejam de um tamanho e gravidade já bastante avançados.

É por isso que a prevenção e o diagnóstico precoce são sempre o caminho mais seguro. Muitas vezes, é por meio da realização de exames para a investigação de algum sintoma digestivo do paciente que se consegue detectar um GIST em seu início, aumentando as chances de cura e a qualidade de vida dele.

Fatores de risco

No caso dos GISTs é difícil definir com precisão os fatores de risco, mas há alguns indicativos. Em relação à idade, pode-se dizer que eles são raros antes dos 40 anos e passam a ser mais comuns na faixa etária entre 50 e 80 anos.

Quanto à hereditariedade, não existe comprovação científica sobre essa relação, mas há casos raros de pessoas que desenvolvem tumores nessa área devido a uma mutação genética e a algumas síndromes genéticas hereditárias mais raras.

Sintomas

A maioria dos GISTs podem não provocar sintomas, a menos que cresçam muito ou em determinados locais. Eles tendem a ser tumores frágeis, que sangram com facilidade, dependendo de sua localização e tamanho.

Entre os sintomas mais comuns, podemos destacar:

  • inchaço abdominal;
  • dor no abdômen e/ou no estômago;
  • perda de apetite e de peso;
  • sensação de empanzinamento.

Além disso, caso haja algum sangramento no órgão afetado, é possível ter fezes escuras, enegrecidas, e vômitos com sangue. Existem casos inclusive que podem ocorrer sangramentos ocultos (detectados somente por exame de sangue oculto nas fezes).

Diagnóstico e tratamento

Como foi possível observar, muitos dos sintomas dos GISTs podem ser confundidos com desconfortos corriqueiros, e somente um médico pode realizar o diagnóstico correto por meio de exames de imagem, como ultrassonografia, tomografia e ressonância, endoscopia e colonoscopia. Muitas vezes, para se confirmar o diagnóstico, pode ser necessária a realização de uma biópsia, com posterior análise do material.

Os tratamentos vão variar de acordo com o tipo, órgão de origem, tamanho do tumor, proximidade com outras estruturas e quadro clínico apresentado pelo paciente. Entre as possibilidades mais comuns estão o uso de medicamentos (existe inclusive a possibilidade de tratamento com comprimido), a cirurgia para retirada do tumor e a radioterapia.

O Dia Mundial da Saúde Digestiva é comemorado em 29 de maio, mas sempre é hora de cuidar da sua saúde. Faça os seus exames preventivos e, caso passe a apresentar algum sintoma, procure assistência médica.

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