O que é o Dia Mundial sem Tabaco? Descubra!

dia mundial sem tabaco
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Os malefícios e os perigos relacionados ao consumo do tabaco têm sido cada vez mais destacados em nossa sociedade. Apesar disso, muitas pessoas ainda fumam no Brasil: cerca de 22 milhões, de acordo com um estudo recente do Instituto Nacional do Câncer, o INCA.

Apesar deste número consideravelmente alto, houve uma melhora considerável na realidade do nosso país nos últimos anos: entre 2006 e 2018, a quantidade de fumantes diminuiu 40%.

O Dia Mundial sem Tabaco, celebrado em 31 de maio, tem como objetivo ampliar a conhecimento das pessoas acerca dos problemas causados pelo cigarro e reduzir, ainda mais, esses índices, orientando as pessoas de todo o mundo sobre as doenças e mortes evitáveis que estão relacionadas ao tabagismo. Vale lembrar, ainda, que a maioria dos tipos de câncer está relacionada ao cigarro.

Para saber mais sobre essa data de conscientização tão importante, conhecer os efeitos da nicotina no organismo e entender quais tipos de câncer podem ter relação com o tabagismo, continue a leitura!

O Dia Mundial sem Tabaco

No ano de 1987, o dia 31 de maio foi instituído pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como o Dia Mundial sem Tabaco. Já no ano seguinte, em 1988, a data começou a fazer parte, definitivamente, do calendário dos Estados Unidos e foi ganhando o mundo.

Um dos seus maiores propósitos é alertar aos jovens sobre os riscos do uso da nicotina e sobre as táticas da indústria tabagista para conquistar mais fumantes.

Tendo esse público-alvo, as estratégias do Dia Mundial sem Tabaco são sempre bastante atuais e de acordo com a realidade da população. Em 2020, por exemplo, o tema da campanha foi Tabagismo e Coronavírus, apresentando o hábito de fumar como um potencial fator de risco para o agravamento da infecção por covid-19.

A relação entre esses dois elementos vai além, já que o tabagismo é também considerado uma pandemia pela OMS.

Os principais efeitos da nicotina no organismo

Já que estamos falando sobre o coronavírus, vale a pena relembrar como os fumantes estão mais expostos a variados tipos de inflamação, além de infecções por bactérias, fungos e vírus. Entre as doenças mais comuns estão as sinusites, as pneumonias, as traqueobronquites e até mesmo a tuberculose.

Além disso, no caso específico da covid-19, o tabagismo é considerado um fator de risco de agravamento da doença, já que pode levar a um comprometimento maior da capacidade pulmonar.

Mas antes mesmo do surgimento do coronavírus, os riscos do tabagismo para a saúde já eram muitos. A nicotina, como você já deve saber, causa uma grande dependência no indivíduo, assim como a heroína, a cocaína e o álcool. Ela é capaz de provocar alterações no sistema nervoso central do usuário, modificando, assim, o seu estado emocional.

Se você já fumou, ainda fuma ou conhece alguém que já enfrentou ou enfrenta o vício, certamente já sentiu ou ouviu o relato de que a sensação ao tragar um cigarro é muito positiva, já que a nicotina produz efeitos agradáveis no cérebro.

O problema é que tais efeitos são, em geral, passageiros e se tornam incontroláveis ao longo do tempo.

A relação da nicotina com o câncer

A nicotina está presente em todos os derivados do tabaco, como o cigarro, o cigarro de palha, o charuto, o narguilé, o cachimbo, entre outros.

A substância, por si só, não causa o câncer de forma direta, mas participa do processo de formação da doença, pois atua como intermediária na formação de moléculas anômalas. Para completar, o tabaco tem cerca de 60 substâncias cancerígenas.

Dessa forma, fica claro que o ato de fumar é realmente um fator de alto risco para o desenvolvimento de vários tipos de câncer, como veremos com mais detalhes a seguir.

Nesse contexto, é importante ressaltar que a exposição passiva à fumaça do cigarro também é nociva: uma pessoa que não fuma, mas respira tais substâncias tóxicas, também corre grandes riscos de adoecer. De acordo com a OMS, 900 mil pessoas morrem todos os anos vítimas de fumo passivo.

Os principais tipos de câncer relacionados ao tabagismo

O câncer de pulmão é o mais lembrado quando falamos dos tumores relacionados ao cigarro, e isso não ocorre por acaso. Afinal, entre 80% e 90% dos casos da doença estão relacionados ao tabagismo.

Apesar disso, muitos outros órgãos podem ser afetados diretamente. Veja alguns exemplos!

Laringe

Ao fumar, a fumaça inalada segue diretamente pela laringe. Por esse motivo, o hábito do tabagismo é o principal fator de risco para o surgimento de câncer nessa região. Se o fumo estiver associado à ingestão bebidas alcoólicas, o risco é ainda maior.

Boca

Como é possível imaginar, a boca também tem contato direto com as substâncias cancerígenas do cigarro e, por isso, é um local onde o câncer pode surgir nos fumantes. Apesar de não se ouvir falar tanto nele, surgem mais de 15 mil novos casos de câncer de boca por ano no Brasil, sendo mais de 11 mil homens e mais de 4 mil mulheres acometidos pela esta doença.

Bexiga

Assim como as substâncias cancerígenas entram em nosso organismo, podendo afetar a laringe e a boca, por exemplo, elas precisam ser eliminadas — e isso acontece por meio da urina.

Como tais elementos circulam por todo o sistema urinário, o câncer de bexiga tem alta incidência entre os fumantes. Vale lembrar que esse tipo de tumor é um dos mais letais e agressivos que existem.

Em muitos casos, quanto maior a quantidade de cigarros fumados, maior é o risco de se desenvolver um câncer. Apesar disso, não existe uma taxa mínima segura para o consumo do tabaco. Cabe ressaltar que fumantes ativos e passivos têm altas chances de desenvolver doenças respiratórias, cardiovasculares e certos tipos de câncer.

Por isso, nesse Dia Mundial sem Tabaco, aproveite toda essa união e informação para parar de fumar ou ajudar uma pessoa que está próxima de você!

Esperamos que este conteúdo tenha esclarecido as suas dúvidas sobre o assunto. Para ficar sempre por dentro de assuntos relacionados aos cuidados com a saúde e também ao câncer, siga as nossas redes sociais. Estamos no Facebook e no Instagram!

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