Saiba o que é a dor oncológica, as suas causas e como lidar com ela

dor oncológica
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Pacientes diagnosticados com câncer precisam de atenção também para tratar a dor oncológica. Ela é uma reação comum à doença, às suas consequências e, em muitos casos, aos tratamentos adotados para combater os tumores malignos.

A abordagem, porém, não tem foco em apenas promover o alívio das manifestações dolorosas. É necessária uma ação multidisciplinar para garantir ao paciente o combate a esse sintoma, mantendo o tratamento e o cuidado com o seu estado psicológico e com a saúde geral.

Para que você entenda melhor esse assunto, preparamos este artigo para explicar o que é a dor oncológica, quais são as suas causas, em quais momentos pode surgir, quais os métodos diagnósticos e os tratamentos. Continue lendo e veja, também, como funciona a clínica da dor da Oncomed BH.

O que é a dor oncológica?

A dor é uma reação do organismo emitindo um sinal de alerta para avisar que alguma coisa está errada. Ela é diferente para cada pessoa, porque também apresenta um caráter subjetivo e emocional, o que provoca respostas distintas.

Isso significa que duas pessoas com quadros similares podem ter reações diferentes, sentindo dores mais ou menos intensas. O mesmo se dá com indivíduos diagnosticados com câncer, que vivenciam a dor oncológica. Ela se caracteriza pelas manifestações dolorosas decorrentes de diferentes fatores, sendo a doença em si e as suas consequências ou as do tratamento.

Dores oncológicas decorrentes do câncer

O câncer em si pode provocar, por exemplo, a infiltração de órgãos maciços, como o fígado e o pâncreas, provocando dores viscerais. Também pode ocorrer a obstrução do intestino por um tumor, o que impede o fluxo natural do conteúdo intestinal.

A dor oncológica manifesta-se, ainda, por causa de invasões do sistema nervoso central; pode ser uma dor neuropática que desencadeia a sensação de choque, de pontada, de queimação, de alterações de sensibilidade e de movimento. Assim, ela tem diferentes causas quando falamos da doença em si, tendo uma origem pré-determinada a partir de uma lesão neoplásica.

Dores oncológicas decorrentes do tratamento

As técnicas para tratar o câncer também podem desencadear a dor oncológica. Isso se dá, por exemplo, como reação aos medicamentos quimioterápicos ou por consequência da radioterapia.

No entanto, o paciente tem o suporte de medicamentos, empregados especificamente para aliviar essas dores durante o tratamento. Outras possíveis reações também são minimizadas com a aplicação desses fármacos.

Como a dor oncológica é diagnosticada?

É importante entender que a dor oncológica é diferente de uma dor comum, embora, muitas vezes, possa ser difícil distingui-la no primeiro momento. Afinal, dores de cabeça podem ter origem no cansaço, no estresse, na hipertensão e em problemas oculares, ou podem ser decorrentes de um tumor maligno.

Por isso, o profissional faz uma investigação minuciosa a fim de identificar se a dor pode ou não estar relacionada com o câncer. São avaliados diferentes contextos, como:

  • o histórico clínico do paciente;
  • outras manifestações e incômodos;
  • um possível quadro de emagrecimento;
  • dor abdominal;
  • febre noturna;
  • despertares noturnos em função da dor; e assim por diante.

É realizada uma anamnese completa para colher dados que possam ser cruzados com mais informações, com o exame físico e com outros métodos diagnósticos, como ressonâncias magnéticas, tomografias, ultrassons e, até mesmo, marcadores sanguíneos.

Nesse último caso, é possível fazer o diagnóstico de patologias oncológicas ou não, o que ajuda a nortear as ações do profissional e definir se aquela dor que o paciente está sentindo, de fato, tem origem no câncer ou se trata de outra condição clínica.

No caso da dor oncológica, conforme explicamos, ela pode se manifestar por diferentes fatores. Sendo assim, a sua ocorrência se dá em qualquer momento da manifestação da doença até os tratamentos. Portanto, se faz necessária uma atenção ao surgimento dela, pois isso ajuda a guiar o tratamento da melhor forma.

De início, o sintoma surge como um sinal de alerta indicando que algo não está bem. No segundo momento, pode ser decorrente dos tratamentos adotados. A investigação, nesse caso, é fundamental, porque a dor oncológica pode representar uma piora da doença ou pode ocorrer em razão de o tratamento não surtir o efeito esperado.

Quais são os tratamentos para a dor oncológica?

O tratamento para a dor oncológica segue uma definição proposta pela Organização Mundial da Saúde, que classifica as manifestações dolorosas em uma escala de dor com quatro estágios, sendo eles 1, 2, 3 e 4. A seguir, falaremos da abordagem referente a cada um.

Dor oncológica estágio 1

No estágio 1, estão as dores consideradas como leves e de origem mais superficial, com uma intensidade que varia de 0 a 2 ou de 1 a 3. Para elas, são utilizadas medicações simples e sintomáticas, como dipirona e paracetamol.

Dor oncológica estágio 2

São as dores quantificadas de 3 até 6, com intensidade moderada. O tratamento envolve as medicações do estágio 1 e drogas derivadas de agentes da morfina, mas com uma ação mais fraca, como a codeína e o tramadol.

Dor oncológica estágio 3

No estágio 3 da dor, temos aquelas de intensidade forte, quantificadas de 7 a 10. Pacientes com essas dores não recebem somente as medicações dos estágios 1 e 2, mas também agentes derivados diretamente da morfina, sendo ela própria e outros mais fortes, como metadona, oxicodona, buprenorfina e fentanil.

Dor oncológica estágio 4

Nesse estágio, estão classificadas as dores intratáveis. Para elas, são adotados procedimentos que inibem o processo de transmissão da dor e técnicas neurocirúrgicas. Apenas os pacientes que não respondem aos degraus anteriores são selecionados para esse tipo de intervenção.

É válido ressaltar que a dor oncológica classificada nos estágios de 1 a 3 pode apresentar uma regressão — não apenas dela, mas de outros sintomas e da doença em si. Isso aponta para uma boa resposta do organismo ao tratamento.

Por que é tão importante tratar a dor oncológica?

Um aspecto muito importante da dor oncológica é o fato de que ela provoca diversos prejuízos para o paciente. Conviver com esse sintoma pode provocar outras reações indesejadas, como a inapetência (falta de apetite). Esse quadro leva ao emagrecimento profundo, prejudica a nutrição e reduz a imunidade, agravando a doença.

Além disso, a dor ainda provoca abalos psíquicos e psiquiátricos, pois há uma alteração na produção de neurotransmissores, como a serotonina. Podem se manifestar casos de depressão, melancolia, desânimo e frustração, com uma significativa perda de qualidade de vida do paciente e maior dificuldade no tratamento.

Por isso, é fundamental tratar a dor oncológica visando a promover o alívio desse sintoma e a qualidade de vida para o paciente, em relação à sua saúde física e à emocional. Daí a importância de adotar uma abordagem multidisciplinar, considerando os diferentes aspectos do ser humano.

Como funciona a clínica da dor da Oncomed BH?

A clínica da dor da Oncomed fica localizada nas dependências da própria instituição. Os atendimentos ambulatoriais são diários, realizados em horários predeterminados com agendamento. Porém, todo paciente que apresenta um quadro de urgência ou emergência conta com a flexibilidade da realização de encaixes.

Assim, mesmo não tendo um horário marcado, se for necessário, o paciente pode comparecer à clínica e solicitar atendimento. Ele conta com uma integração dos clínicos e de todos os demais profissionais para garantir uma boa estrutura multidisciplinar e ser atendido em todas as suas necessidades.

A clínica da dor da Oncomed não tem foco apenas no tratamento desse sintoma, mas também em atuar de forma humana, respeitosa e empática, para oferecer um momento de conversa com o paciente, quando ele precisa desse suporte emocional.

Esse é um dos diferenciais da Oncomed, associado ao preparo dos nossos profissionais para atender, inclusive, a pacientes em estágio 4 da dor oncológica. Eles são habilitados para exercer esses bloqueios terapêuticos e outras intervenções, a fim de minimizar os incômodos quando em um grau máximo e proporcionar mais qualidade de vida para essas pessoas.

Saiba mais sobre o trabalho realizado pela Oncomed BH. Entre em contato com a nossa equipe e conheça o suporte oferecido aos pacientes que nos procuram.

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