Entenda o que é hipercalcemia e como funciona o seu tratamento

hipercalcemia
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Entende-se por hipercalcemia maligna o quadro clínico em que um paciente com câncer apresenta aumento dos níveis de cálcio no sangue. Os sintomas podem variar bastante, podendo o paciente não dar indícios da doença, como também se enquadrar em condições mais graves exigindo uma intervenção rápida.

Tendo isso em vista, vamos detalhar os aspectos da hipercalcemia maligna, seus sintomas e as formas de diagnosticar a doença. Veja, ainda, quais são as melhores alternativas de tratamento e como diminuir os impactos da doença quando ela surge em pacientes com câncer.

Boa leitura!

O que é a hipercalcemia maligna e o que causa essa doença?

A hipercalcemia maligna se caracteriza por uma condição de excesso de cálcio no sangue, podendo a dosagem do mineral aparecer acima de 10,5 mg/dL. Em pacientes oncológicos, esse distúrbio se desenvolve com mais frequência em consequência da produção de substâncias específicas pelos tumores malignos. Uma delas é o paratormônio, uma proteína semelhante a um hormônio que é produzida pela glândula paratireoide. Se a produção desse hormônio estiver descontrolada, ocorre o aumento da reabsorção de cálcio pelo organismo e o acúmulo de cálcio no sangue.

Outros mecanismos também podem ser os causadores desse problema, como a destruição óssea por metástases líticas. Entende-se por metástases líticas — ou metástases osteolíticas — uma condição em que as células cancerígenas adquirem potencial para dissolver o osso tornando parte dele menos densa. Por esse motivo, o osso se torna mais enfraquecido, uma das consequências do desequilíbrio funcional causado pela hipercalcemia maligna.

Outro quadro que também causa a hipercalcemia em pacientes com câncer é o aumento da produção de decalcitriol pelas células tumorais. Em níveis elevados, essa substância se acumula no sangue e também na urina, o que provoca a hipercalciúria e compromete a função dos rins.

Como reconhecer os sintomas?

Dependendo da condição do organismo, a hipercalcemia não apresenta sintomas e/ou se desenvolvem lentamente. Cada paciente se comporta de forma diferente e individual, e para aqueles que apresentam sintomas os principais são:

  • falta de apetite;
  • mal-estar, náuseas e vômitos;
  • constipação intestinal e dores abdominais;
  • mais vontade de urinar;
  • fadiga, fraqueza e dor muscular;
  • confusão mental e desorientação;
  • dores de cabeça;
  • sintomas emocionais como depressão.

Como é feito o diagnóstico e o tratamento da hipercalcemia?

Normalmente, o diagnóstico é feito pelo exame de sangue, realizado quando há suspeita clínica em pacientes com câncer.

O tratamento da hipercalcemia deve ser focado na causa da doença, ou seja, no tratamento do câncer em si, junto às medidas específicas para baixar o cálcio. O tratamento deve ser individualizado e depende da severidade da hipercalcemia. Entre as ferramentas potenciais para auxiliar na redução do cálcio está a instituição de hidratação vigorosa, que em casos mais graves deve ser endovenosa. Além disso, restrição de cálcio na dieta — e a utilização de medicações específicas denominadas bisfosfonados — contribuem de forma significativa para interromper o ciclo de reabsorção da substância, levando à redução dos seus níveis no sangue.

Como você viu, conhecer sobre a hipercalcemia maligna é muito importante para pacientes oncológicos. Saiba quais são os outros cuidados com pacientes oncológicos para ajudar no tratamento.

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