A transformação da borboleta: conheça a história da paciente Oncomed Débora Faria

história da paciente Oncomed
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Terra firme. Toda lagarta tem o conforto e a segurança de conhecer o terreno em que caminha, ou de pelo menos achar que conhece. A rotina das pessoas na maioria das vezes se dá em uma mesma sequência, com as mesmas prioridades, lugares e relacionamentos.

Tomar banho para sair com as amigas para um happy hour é mais um desses momentos comuns da rotina, mas que, para Débora Faria, mostrou ser o início de um capítulo importante da sua vida. Ali, ela começava a escrever sua história de paciente Oncomed.

O caminho até o casulo

Perceber um caroço na mama ao tomar banho é uma sensação desconfortável, e até mesmo para uma profissional da área da saúde é um momento que gera incertezas.

Naquele dia, a fisioterapeuta Débora, sabendo da importância de se investigar aquele corpo estranho que, sem pedir licença ou anunciar, tomou espaço em seu seio e em seus pensamentos, pediu à irmã, sempre muito próxima, a indicação de uma mastologista.

É engraçado como o tempo passa diferente em situações importantes como essa. Ora de forma acelerada, ora no tique-taque tão torturante. No caso de Débora, porém, a sequência de consultas e exames, devidamente orientada pela mastologista, foi rápida. Em poucos dias, ela já recebia o resultado da biópsia, que fez sua terra firme tremer.

Para uma profissional da área da saúde, aqueles termos não eram complicados. A dificuldade mesmo estava em aceitar a verdade, e pior, sozinha em casa.

O pensamento acelerado fez com que ela conferisse várias vezes o nome do titular do exame, caísse no choro e achasse que os dados estavam errados. Afinal, encontrava-se com 32 anos e levava uma vida saudável, com a prática regular de atividades físicas e muitos cuidados com a alimentação e sua saúde em geral.

Naquele momento de temor, seu pai, a primeira pessoa que viu depois de abrir o exame, foi quem ofereceu o abraço, o carinho e as palavras de que tudo ficaria bem.

Em seguida, as amigas com quem ela se encontraria naquele dia chegaram para acolhê-la e ajudá-la a dar a difícil notícia a quem mais se abalaria com tudo: sua mãe! Esta, apesar de muito sensível, foi o maior braço direito da Débora, acompanhando-a em todo o tratamento e oferecendo todo seu cuidado e amor incondicional.

Sua irmã também foi um grande porto-seguro, assim como seu irmão, que mesmo morando em outra cidade se fez sempre tão presente. Foram seu constante apoio! Cunhados foram como irmãos e sobrinhos, calmaria para o coração. Amigos, como girassóis, emprestaram sua luz nos dias mais nublados.

Ela sabia que dias muito árduos viriam, mas que também era abençoada por uma grande fé, um time muito especial de amigos e uma maravilhosa família!

Um casulo nada confortável de se morar

Quando a lagarta se recolhe ao casulo, não sabe o que esperar daquele momento. Seu instinto a faz seguir nesse processo, mas o que acontecerá durante aquela etapa é totalmente desconhecido.

O casulo em que Débora se viu também não trazia conforto ou certezas. Entre muitos exames, veio a constatação de que o tipo de câncer — triplo negativo — era agressivo e, por isso, demandava rapidez para iniciar o tratamento.

A cirurgia inicial para remoção foi mais conservadora — quadrantectomia —, sendo realizada e conduzida em poucos dias pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Hospital Alberto Cavalcanti, onde foi muito bem atendida e acolhida. E assim começava a dura jornada que, a princípio, duraria seis meses, mas foi triplicada pelos percalços do caminho.

A quimioterapia veio na sequência e os cabelos começaram a cair. Apesar da vaidade, que era um traço forte de Débora, vê-los indo embora não a incomodava mais do que a vontade de estar curada.

A decisão de raspá-los na sequência, aliás, foi mais tranquila do que imaginava. Ela contou com o apoio de um casal de amigos muito especiais que a hospedavam em Jaguariúna a passeio no momento e, quando retornou para BH, foi acolhida com muito carinho por sua família, em especial outro grande motivo dos sorrisos de Débora, seu sobrinho mais velho de apenas cinco anos na época.

Assim que ele a viu careca, pulou em seu colo, acariciou seu rosto e disse que ela estava linda. Hoje ela conta que foi essa cena que lhe deu forças pra enfrentar o mundo sem esconder a careca!

A promessa de um voo

A jornada até então não tinha sido fácil. Além de todos os difíceis sentimentos, consultas e procedimentos, Débora ainda vivia outros desafios, como baixas graves de imunidade — com duas internações graves — e a ausência de recursos para essa condição sem um plano de saúde, o que por muitas vezes atrasou o cronograma da quimioterapia.

O momento de maior dificuldade e insegurança emocional foi ao descobrir, novamente pelo toque de suas mãos, uma recidiva local. Qual era a real segurança que o tratamento lhe proporcionava? Será que o adiamento de tantas sessões de quimioterapia poderiam ter interferido na eficácia da medicação?

Não há respostas concretas. Teria que passar por nova cirurgia para retornar rapidamente a nova medicação de quimioterapia.

Logo depois da cirurgia, no entanto, o prazo de carência de seu novo plano de saúde venceu e ela poderia contar com uma rede de serviços mais completa para seu acompanhamento a partir dali.

Seguindo a orientação de uma das especialistas que a acompanhou desde o início da sua jornada, Dra. Vanessa Oliveira, oncologista em quem sempre teve grande confiança, decidiu dar prosseguimento ao seu tratamento na Oncomed.

A natureza que acolhe

Para seguir com o tratamento, Débora foi acolhida pela equipe da Oncomed que, da recepção até o corpo clínico, não media sorrisos e carinho para atendê-la nesse momento tão importante da sua transformação.

Lá ela teria a cobertura do plano para a liberação das injeções que ajudariam na recuperação da imunidade e que seriam tão importantes para conseguir finalizar os ciclos de quimioterapia sem interrupções. E depois de toda essa batalha, ela conseguiu! Foram 16 sessões de quimioterapia no decorrer de dez longos meses.

É como a natureza acolhe o casulo. Dá a ele a sombra de uma árvore, a proteção das folhas contra a chuva. Na Oncomed, Débora conseguiu dar continuidade aos tratamentos de que precisava para a sua recuperação, mas também encontrou a receptividade, a transparência, a modernidade, a atenção e a eficiência que uma clínica de tratamento integrado precisa oferecer aos pacientes.

A conexão foi imediata e, para falar a verdade, a natureza, ou melhor, a Oncomed, também se sentiu acolhida por Débora e sua família. É interessante pensar em como a jornada de um paciente tem personagens e perspectivas diferentes, não é mesmo?

E perceber essas diferentes necessidades e sentimentos também é importante para o tratamento e a recuperação dos pacientes. Ou seja, o cuidado deve ser amplo e nada melhor do que a visão do paciente e seus familiares para ajudar nessa humanização.

Foi o que a Oncomed percebeu. Assim, decidiram convidar a Débora para fazer parte de seu conselho consultivo de pacientes, mais um capítulo cheio de desafios que a fisioterapeuta abraçou com toda a sua energia.

O despertar da borboleta

Depois do fim dos ciclos de quimioterapia, Débora relata não ter ficado tranquila. A recidiva tinha causado uma grande insegurança, portanto, resolveu fazer a mastectomia na mama em tratamento, colocando uma prótese expansora — temporária — e finalmente venceu o câncer, finalizando o tratamento com 25 sessões de radioterapia.

Foram exatos 18 meses e 23 dias desde o diagnóstico até o último dia dessa longa batalha! Dias difíceis… Porém, ela não era mais uma lagarta. Seu terreno não estava mais tão firme. O mundo estava diferente, sua visão mudou e, apesar da sua capacidade de voar, ela ainda olhava para aquele novo lugar com certo receio.

Sua rotina, que antes era tão comum, foi revirada por um novo normal cheio de exames e cuidados preparados para um paciente em tratamento. Agora, ao retomar sua vida, sua realidade mudava mais uma vez e seus sentimentos também.

Essa borboleta, no entanto, percebeu que mesmo com seu novo medo do desconhecido, não podia negar ao mundo e às pessoas que vivem nele o conhecimento transformador que ela adquiriu enquanto personagem central da história de paciente Oncomed que viveu.

Assim, abriu suas asas para o mundo digital. Por incentivo de sua irmã e pelas mãos de uma grande amiga, criou um perfil no Instagram chamado Nasce uma Borboleta para compartilhar sua experiência, conversar com pessoas que estão vivendo essa mesma jornada e encorajá-las. Seu desejo de viver transbordou e agora essa borboleta leva esperança por onde passa.

Gostou de acompanhar a história da Débora e quer saber mais sobre como a Oncomed ajudou nessa jornada desafiadora? Entre em contato e saiba mais.

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