Hormonioterapia e imunoterapia: entenda o que são esses tratamentos

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A quimioterapia e a radioterapia são os tratamentos contra o câncer mais conhecidos. Porém, você sabia que existem outras terapias igualmente eficazes para combater os tumores malignos? Duas dessas opções são a hormonioterapia e a imunoterapia.

Essas técnicas são indicadas em diversos casos e mostram-se eficazes, por exemplo, para os cânceres de mama, próstata e pulmão. No entanto, cada caso precisa ser estudado em suas particularidades para que o tratamento seja devidamente personalizado. Afinal, o protocolo varia em função de vários fatores.

Para que você entenda melhor o que são esses dois tratamentos, preparamos este artigo para apresentar ambas as técnicas. Veja como elas funcionam, suas indicações, os possíveis efeitos colaterais, entre outras informações. Continue lendo para conhecer essas alternativas de combate ao câncer!

O que são a hormonioterapia e a imunoterapia?

Cada paciente que desenvolve o câncer apresenta particularidades distintas em seu caso. Isso significa que a doença não é igual para todas as pessoas, então, o tratamento é sempre personalizado a fim de adotar a técnica mais eficaz.

Duas técnicas que podem ser adotadas são a hormonioterapia e a imunoterapia. Ambas apresentam uma excelente eficácia para conter o avanço dos tumores malignos, combatê-los e evitar a sua reincidência.

No caso da hormonioterapia, essa modalidade consiste em utilizar manipulações hormonais para os pacientes que desenvolveram tumores sensíveis a hormônios. Também é uma alternativa de terapia adjuvante, ou seja, adotada com o intuito de evitar a reincidência do tumor que já foi extirpado.

Alguns cânceres de mama, por exemplo, apresentam receptores hormonais. Eles reagem com essa substância do organismo para se desenvolverem. Sendo assim, é possível administrar as manipulações hormonais para evitar essa interação, de acordo com as características do tumor.

A imunoterapia também utiliza medicações específicas, no entanto, não são elas que combatem os tumores, porém, elas estimulam o próprio organismo a fazer isso. Esses medicamentos atuam no sistema imunológico do paciente para que ele seja fortalecido e tenha sua resposta aumentada.

Assim, na imunoterapia, o objetivo é fazer com que o organismo do paciente entenda que o tumor é um corpo estranho, portanto, precisa ser combatido. São escolhidas medicações que ajudem o sistema imunológico a agir de forma mais eficaz e, por si mesmo, reduzir o câncer.

Como funcionam esses tratamentos contra o câncer?

Conforme explicamos, tanto a hormonioterapia quanto a imunoterapia utilizam medicações para combater o câncer. O tipo de medicamento utilizado varia conforme a necessidade do paciente, e a sua forma de administração também é distinta, dependendo do que for mais eficaz em cada caso.

A hormonioterapia visa a reduzir a quantidade dos hormônios que estimulam a proliferação das células cancerígenas ou bloqueia a ação deles sobre elas. A administração oral do medicamento é mais frequente, no entanto, também pode ser feita por via intramuscular ou subcutânea.

Já a imunoterapia faz com que o organismo volte a enxergar o tumor como um corpo estranho. Afinal, o câncer consegue se disfarçar para evitar que o organismo o combata. Os medicamentos estimulam a atuação dos linfócitos por meio de substâncias produzidas pelo próprio corpo ou sinteticamente e aplicadas por via endovenosa ou subcutânea.

É válido ressaltar que a frequência de utilização dos medicamentos, bem como a duração dos tratamentos, também é variável conforme cada caso. Isso porque o procedimento é adotado de acordo com as características da doença, seu estágio e a necessidade do paciente.

Quando a hormonioterapia e a imunoterapia são indicadas?

A hormonioterapia é indicada para conter o avanço da doença e promover a redução dos tumores sensíveis à hormônios. É uma opção em diversos casos de câncer de mama e mostra-se uma alternativa também para os de próstata. Outros tipos da doença combatidos por meio dessa técnica são os cânceres de útero e ovário, por exemplo.

A imunoterapia também é indicada para diversos tipos de câncer, como melanoma (pele), pulmão e rim. Até mesmo casos mais avançados podem ser beneficiados por meio dessa técnica.

Vale lembrar, porém, que, tanto para a hormonioterapia quanto para a imunoterapia, não são todos os pacientes que se mostram candidatos para receber esse tipo de tratamento. Tomando como exemplo o câncer de mama, nem todos os tumores reagem aos hormônios e, por isso, é preciso fazer uma avaliação criteriosa de cada paciente, considerando diversos fatores, como características do tumor, estágio da doença, idade, possíveis riscos e efeitos colaterais.

Essas e outras questões influenciam no modo como o tratamento será planejado. Daí a importância de receber o suporte de uma equipe experiente para que a abordagem adotada seja aquela que realmente se mostra mais eficaz para as necessidades de cada pessoa.

Quais são os cuidados necessários durante esses tratamentos?

Como acontece no tratamento de qualquer outra doença, pacientes submetidos à hormonioterapia e à imunoterapia precisam adotar hábitos mais saudáveis. Essa medida é essencial para garantir o fortalecimento do organismo a fim de combater o câncer e minimizar possíveis efeitos colaterais, aumentando a qualidade de vida.

O ideal é manter um cardápio mais nutritivo, garantir a boa hidratação do organismo e, no caso da imunoterapia, evitar a exposição ao sol, já que ela tem, como um dos seus possíveis efeitos colaterais, a formação de lesões na pele.

Também é fundamental cumprir rigorosamente o tratamento, afinal, é preciso garantir a quantidade exata da substância medicamentosa no organismo, a fim de que ela apresente a eficácia desejada.

Aqueles que fazem hormonioterapia precisam ter atenção, inclusive, com o horário de administração do medicamento. A utilização irregular altera a concentração da substância e, consequentemente, a sua ação, o que pode acarretar uma perda do seu efeito ou o aumento das reações.

É muito importante esclarecer todas as dúvidas com o médico para que se possa proceder corretamente durante o tratamento. O ideal é ter uma conversa franca com ele, estar atento a todas as instruções e sempre seguir aquilo que foi recomendado.

Existem efeitos colaterais na hormonioterapia e na imunoterapia?

Nenhuma modalidade de tratamento do câncer é totalmente isenta de risco e de efeitos colaterais. Assim, a hormonioterapia e a imunoterapia podem desencadear reações adversas no paciente. Algumas que podem se manifestar na imunoterapia são:

  • ressecamento da pele;
  • coceira;
  • fraqueza ou fadiga;
  • diarreia;
  • alterações endocrinológicas;
  • alteração do apetite.

É válido lembrar que existem diferentes tipos de imunoterapia, portanto, os efeitos colaterais podem variar dependendo da técnica adotada. Já no caso da hormonioterapia, eles também são diferentes, dependendo do tipo de hormônio que é utilizado.

Entretanto, é comum que ocorram ondas de calor e sintomas muito semelhantes àqueles percebidos pelas mulheres durante a menopausa. De todo modo, é possível conversar com o médico para encontrar formas de minimizar esses desconfortos e ter mais qualidade de vida durante o tratamento.

Ser assistido por uma equipe multidisciplinar faz toda a diferença para assegurar um tratamento mais confortável. Essa é a preocupação da equipe da Oncomed BH, que coloca o paciente no centro da abordagem.

O intuito é proporcionar o máximo de conforto e segurança para cada pessoa — não apenas tratar a doença, mas cuidar de todos os aspectos do ser humano. Para isso, as técnicas são aplicadas por meio de uma estrutura moderna e de um pessoal devidamente treinado e qualificado, com destaque no cenário nacional.

Tudo é feito para que o paciente faça o seu tratamento com profissionais éticos, que utilizam protocolos baseados em evidências científicas. Além disso, são oferecidos cuidados complementares em determinadas áreas, como Nutrição, Odontologia, Psicologia e Acupuntura, a fim de proporcionar o suporte de que cada um necessita.

A hormonioterapia e a imunoterapia são duas excelentes alternativas de tratamento do câncer. Mas, para que elas apresentem uma eficácia maior, devem ser administradas por profissionais experientes e bem capacitados, além de manterem o foco no paciente, para que o seu tratamento seja completo e mais confortável.

Saiba mais sobre esses e outros tratamentos do câncer. Entre em contato conosco e veja como acontecem o atendimento e a atuação da nossa equipe!

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