Menopausa: tire suas principais dúvidas sobre o assunto!

Menopausa
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Apesar de o termo “menopausa” estar cada vez mais presente no cotidiano das mulheres, as dúvidas sobre o tema ainda são muitas.

Os sintomas mais comuns, como os famosos fogachos, e as dúvidas sobre a reposição hormonal são apenas alguns dos tópicos que estão nas discussões populares quando o assunto é a menopausa.

Por esse motivo e buscando esclarecer as dúvidas sobre o tema, criamos este texto com as respostas às perguntas mais comuns. Também vamos falar sobre a menopausa e a sua relação com o câncer. Acompanhe!

O que é menopausa?

Ao nascerem, as mulheres já têm em seus ovários os folículos, que, durante a vida, vão diminuindo (tanto em quantidade como em qualidade) até que se acabam.

São esses folículos os responsáveis pela secreção dos hormônios relacionados à reprodução. A cada ciclo menstrual da mulher, menos folículos permanecem funcionando. Quando eles acabam, não há produção de hormônios pelos folículos. Em consequência, não há estímulo à proliferação da camada interna do útero (endométrio) que, quando descama, leva à menstruação. Chamamos de menopausa essa fase da vida da mulher em que ela para de menstruar.

Vale lembrar que entre os 40 e os 65 anos, a mulher terá uma redução da produção dos hormônios, e que a menopausa em si é mais frequente entre os 48 e os 52 anos.

Quais são as principais causas?

Como dito, o que causa a menopausa é o ciclo natural da vida, o final da capacidade reprodutiva de uma mulher. Algumas vezes ele pode acontecer antes da idade habitual, e alguns dos fatores que podem levar à isso são: quimioterapia, radioterapia, doenças autoimunes, entre outros.

O que você pode estar se perguntando é o que causa todos aqueles sintomas que podem acompanhar esse momento e se eles variam bastante para cada mulher.

É preciso ressaltar que, quando o processo de menstruar termina para uma mulher, inicia-se um período chamado climatério — e é aí que surgem esses sintomas, dos quais vamos falar agora.

Quais são os sintomas mais comuns?

É curioso pensar como a menopausa e todos os assuntos relacionados a ela são mais recentes. Por quê? O maior motivo se deve à longevidade das mulheres.

Se há algumas décadas a expectativa de vida era baixa (fazendo com que as pessoas morressem mais cedo ou, se sofressem os sintomas, já estariam “velhas demais”), hoje as mulheres permanecem ativas por muito tempo, e é preciso envelhecer com qualidade de vida, não é mesmo?

Mas, afinal, quais sintomas são esses? Apesar de eles poderem variar em cada organismo, os relatos mais comuns durante o climatério são:

  • ondas de calor, ou os populares fogachos;
  • sudorese;
  • ressecamento vaginal;
  • diminuição da libido;
  • dores de cabeça e nas articulações;
  • variação de humor;
  • perda de memória;
  •  insônia;
  • depressão.

Além disso, a partir desse momento, a mulher pode ter perdas significativas (e aceleradas) em relação ao funcionamento do seu organismo, como:

  • perda da densidade óssea com risco de fratura;
  • maior probabilidade de desenvolver doenças do coração e degenerativas do sistema nervoso.

O que fazer em relação aos sintomas da menopausa?

Como dissemos anteriormente, a menopausa é um processo fisiológico do organismo da mulher e seus sintomas são esperados. Quando eles se tornam tão significantes a ponto de interferirem na vida das mulheres, o médico pode avaliar intervenções, farmacológicas ou não, com intuito de melhorar a qualidade de vida das pacientes.

Uma das estratégias é a terapia de reposição hormonal, que une o estrogênio e a progesterona, tem resultados significativos na redução dos sintomas do climatério.

Os riscos da terapia hormonal

A reposição hormonal deve ser discutida individualmente, colocando-se o risco-benefício em avaliação, já que pode trazer consigo efeitos colaterais, como por exemplo o aumento na incidência de câncer de mama.

Alternativas

Precisamos lembrar também que a terapia hormonal não é utilizada por todas as mulheres que se queixam dos sintomas. No caso de mulheres que não querem ou não podem fazer uso dos hormônios é possível avaliar alternativas não hormonais, como antidepressivos.

O que pode aumentar o risco de câncer após a menopausa?

Como dissemos, o uso da terapia hormonal pode aumentar o risco de câncer de mama, portanto é preciso ser avaliado caso a caso, levando em conta o histórico da paciente.

Além desses riscos relacionados diretamente aos hormônios ovarianos, é preciso estar atento a outros fatores: tabagismo, sedentarismo, alimentação inadequada, uso de álcool, entre outros. Por isso, atividades físicas e hábitos saudáveis de vida são necessários no período pós-menopausa.

Como deve ser a terapia para a mulher que já enfrentou (ou enfrenta) o câncer?

Mulheres com histórico de câncer de mama ou de câncer de endométrio não devem optar pela terapia hormonal. Além disso, se já houve algum caso de câncer em sua família, o médico deve ser informado antes de indicar o tratamento.

Os motivos para tanta cautela é justificável: ex-pacientes oncológicas de câncer de mama que usam a reposição hormonal podem ser mais propensas a desenvolver um novo câncer de mama ou ter a recidiva da doença.

Nos casos de paciente (ou ex-paciente) oncológica, a prudência deve vir sempre em primeiro lugar, e é fundamental seguir as orientações médicas.

Apesar de ser um período comum para as mulheres, a menopausa e o climatério geram muitos desconfortos que, em um primeiro momento, despertam a necessidade de serem combatidos. Mas é fundamental analisar a sua saúde e o seu histórico médico, a fim de encontrar o melhor caminho para você. Afinal, a preservação da sua saúde como um todo é o que deve ser a prioridade, certo?

Esperamos ter esclarecido, finalmente, as suas dúvidas sobre a menopausa. Para ficar por dentro de mais conteúdos relacionados à saúde, siga as nossas redes sociais: estamos no Facebook, no YouTube e no Instagram!

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