Saiba o que é HPV e quais as suas causas e os sintomas

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Papilomavírus humano, também conhecido como HPV, é uma família de vírus extensa, que pode acometer o ser humano de diferentes formas. A mais temida delas está relacionada com o desenvolvimento do câncer de colo uterino.

No Brasil, esse tipo de câncer é o terceiro mais frequente entre as mulheres, sendo que a principal causa é a infecção por algum subtipo de HPV. Além disso, o HPV representa uma das infecções sexualmente transmissíveis (IST) mais frequentes.

Inclusive, a prevalência é de quase 55% das mulheres e de 52% dos homens entre 16 e 25 anos. Mas, afinal, o que é HPV e o que ele provoca no ser humano: câncer do colo de útero ou IST? Ambos! Para entender melhor, continue a leitura!

Entenda o que é HPV

HPV é a sigla de uma família de vírus muito comum. Os papilomavírus humanos apresentam mais de 200 tipos já descritos. Cada um deles está associado a uma manifestação específica. Quer um exemplo? Do total, apenas 40 pode habitar a região genital.

Ainda assim, isso não quer dizer que 40 tipos causam câncer de colo de útero. Na verdade, apenas 1% das mulheres infectadas desenvolve o tumor maligno em questão. Isso mostra que o HPV pode provocar desde lesões benignas até acometimentos oncogênicos.

Além da região anogenital, outros locais podem ser acometidos por algum tipo de HPV, como:

  • cavidade oral;
  • laringe e esôfago;
  • traqueia e brônquios.

Saiba como ocorre a transmissão

Antes de tudo, vale lembrar que a maioria das pessoas terá contato com o vírus em algum momento da vida. Além disso, ele pode permanecer subclínico, ou seja, não causar nenhuma manifestação aparente.

No entanto, isso não anula o cuidado que deve ser mantido nas relações sexuais. Como é uma IST, a infecção ocorre por meio de microtraumas durante a relação, que acabam sendo a porta de entrada para o vírus chegar até a membrana basal das células.

Aproximadamente 90% das mulheres apresentam o clareamento da infecção nos 2 anos subsequentes. Em outras palavras, apenas 1 em cada 10 mulheres mantém a infecção persistente — o que ainda não diz, necessariamente, que vai evoluir para um câncer!

Descubra quais os sintomas

Nos tipos que apresentam baixo risco, o DNA do vírus continua a circular e não se integra ao DNA da célula hospedeira. Já nas de alto risco, o DNA do vírus se desintegra para que possa ser associado ao da célula, de modo que começa a expressar proteínas oncogênicas.

Os de baixo risco são aqueles responsáveis pelos condilomas, também conhecidos como verrugas. Geralmente, elas estão localizadas na região da vulva e o tamanho é variado, não há um padrão. No dia a dia, a própria mulher pode perceber a presença da lesão e procurar por ajuda.

Conheça as formas de tratamento

A partir do momento em que se consulta um especialista, diferentes tipos de tratamento podem ser considerados. O mais conservador envolve uma pomada que aumenta o potencial do sistema imune no combate à lesão verrucosa.

Ainda considerando condilomas, é possível realizar a excisão cirúrgica da lesão. Vale ressaltar que, durante o procedimento, não é feita apenas a retirada, mas também há uma investigação na área a fim de detectar micropontos que podem apresentar o vírus.

Já as lesões de maior risco no colo uterino precisam de um tratamento mais específico. O ideal é retirar a zona de transformação onde o vírus está localizado. Tudo isso deve ser devidamente analisado por um especialista.

Agora que você sabe o que é HPV, podemos concluir que há uma ampla possibilidade de manifestação, sendo que a minoria tem potencial oncogênico. O vírus pode se manifestar por meio de lesões, pode permanecer latente e, até mesmo, pode ser eliminado. Mas nada disso anula a necessidade de proteção nas relações sexuais e de realizar exames de rastreio, como o conhecido Papanicolau.

Este texto foi útil? Então, veja como a Oncomed BH pode auxiliar na detecção do HPV!

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