Quimioterapia e radioterapia: entenda as diferenças entre os tratamentos

diferença entre quimioterapia e radioterapia
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Entender a diferença entre quimioterapia e radioterapia e saber para quais casos cada uma é indicada é muito importante para quem recebeu um diagnóstico ou conhece alguém nessa situação.

O câncer é, no geral, complexo, independentemente do seu tipo, e algumas vezes pode apresentar um comportamento agressivo que exige tratamentos específicos para controlar os efeitos das células tumorais sobre o organismo.

Inclusive, esses dois tratamentos, quimioterapia e radioterapia, existem desde a década de 40, e os esforços para aprimorá-los nunca pararam. Neste artigo, explicamos como funcionam os métodos de tratamento para o câncer e quais as principais diferenças entre eles. Afinal, é muito importante a escolha da terapia adequada para cada caso. Confira!

Afinal, qual a diferença entre quimioterapia e radioterapia?

A radioterapia é o uso de radiação ionizante para matar células malignas e tentar conter o avanço do câncer. Pode ser utilizada exclusivamente ou em associação com outras modalidades de tratamento, inclusive concomitante a quimioterapia. Pode ser realizada com intuito curativo exclusivo, adjuvante (após a cirurgia), neoadjuvante (antes da cirurgia ) ou paliativo.

Já a quimioterapia é a administração de drogas que têm o objetivo de inibir a proliferação celular, podendo ter vários mecanismos de ação para isso. Podem ser utilizadas exclusivamente ou em combinação com outras modalidades de tratamento, como por exemplo antes ou depois de uma cirurgia ou ainda concomitante com a radioterapia.

Para melhor compreensão das demais diferenças entre esses dois procedimentos, explicamos cada um com mais detalhes a seguir.

O que é radioterapia?

A radioterapia é um tipo de tratamento oncológico que utiliza a radiação eletromagnética (radiação ionizante) para destruir as células afetadas por um tumor. Nesse tratamento pode haver efeitos em células saudáveis na região do tumor, que vem sendo reduzidos com o avanço das técnicas e aparelhos mais modernos.

Como esse método busca atingir apenas as áreas com células de proliferação descontrolada, a radioterapia é considerada um tratamento local, ao contrário da quimioterapia, que é um tratamento sistêmico — pois afeta o organismo como um todo.

Além disso, vale lembrar que as radiações não são visíveis e o paciente não sente dor.

Como funciona

Essencialmente, na radioterapia, os raios incidem sobre as células tumorais. A propósito, o nível da radiação é maior do que o utilizado em uma radiografia, por exemplo, pois a lógica é a destruição das células cancerosas e o impedimento da sua replicação.

O emprego de aparelhos de tecnologia avançada torna esse tratamento ainda mais eficiente, já que é possível focar de forma mais adequada na região afetada pelo tumor.

Radioterapia interna x externa

Radioterapia interna ou braquiterapia é a utilização dos raios em uma dose maior e para uma área limitada, em contato direto, por meio de implantes radioativos (chamados de sementes, fios ou placas). Nos casos de câncer de útero, por exemplo, esse método pode ser utilizado, com possível aplicação de anestesia.

A radioterapia externa, também chamada de teleterapia, é a modalidade mais utilizada, e o aparelho que emite a radiação fica geralmente a uma distância de 80 a 100 cm do paciente. O planejamento do tratamento prioriza a proteção das células saudáveis.

Finalidade da radioterapia

A radioterapia pode ser utilizada com o intuito de aumentar as chances de cura do paciente submetido à cirurgia, proporcionar a cura ou, ainda, agir como terapia paliativa ou profilática. Em vários casos, a radioterapia se mostra eficaz no controle dos sintomas ou mesmo no desaparecimento dos tumores.

Indicações

A radioterapia é utilizada para uma variedade de tumores como os de mama, pulmão, cabeça e pescoço, reto, útero, esôfago, cérebro, linfomas e inúmeros outros. As indicações específicas dependem basicamente de características próprias de cada tumor, além do perfil do paciente e do estágio em que a doença se encontra.

Efeitos colaterais

Geralmente, os impactos das radiações são bem suportados pelo doente, ainda que existam efeitos colaterais dependendo da região tratada. O tratamento pode provocar ainda alguns sintomas sistêmicos como cansaço, falta de ar e reações como coceira, vermelhidão na pele ou queimaduras leves.

Os efeitos adversos vão depender da área e do tipo de radioterapia aplicada. Nos casos de câncer no sistema digestivo, por exemplo, problemas intestinais são os efeitos colaterais comuns. Para regiões da cabeça e do pescoço, algumas reações possíveis são as alterações do paladar, dor ao engolir, boca seca e feridas na boca.

O que é quimioterapia?

O tratamento quimioterápico é baseado em compostos químicos específicos para o controle ou a cura da doença. Eles atingem diretamente a corrente sanguínea do indivíduo (por isso afetam o corpo todo) com intuito de destruir as células malignas. Esses fármacos também objetivam impedir que as células afetadas alcancem órgãos saudáveis.

Outros tratamentos que, assim como a quimioterapia, são sistêmicos — ou seja, afetam o corpo todo — são: hormonoterapia, imunoterapia (administração de anticorpos modificados em laboratório), medicamentos antiangiogênicos (que inibem o crescimento de novos vasos sanguíneos), entre outros.

Como funciona

O paciente recebe medicações isoladas ou em combinação, visando a alcançar populações celulares tumorais em diferentes estágios do ciclo de divisão celular. Os medicamentos quimioterápicos também têm a chance de afetar células saudáveis, ocasionando efeitos colaterais específicos.

Esse tratamento pode ter diferentes finalidades: curativa, adjuvante, neoadjuvante paliativa, profilática. A quimioterapia pode tanto curar um tumor e/ou reduzir o risco de recorrência, como pode também tentar controlar a expansão dele, em casos de doença avançada.

Administração da quimioterapia

A administração da quimioterapia pode ser realizada em hospital, consultório ou ambulatório.

O método de aplicação mais usual é o intravenoso, no qual o profissional injeta o medicamento diretamente na corrente sanguínea do paciente por meio de um cateter. Outras possibilidades são:

  • via oral: ingestão de comprimidos ou cápsulas;
  • injeção: diretamente no músculo (intramuscular) ou na gordura debaixo da pele (subcutânea);
  • medicação de uso tópico: aplicação de cremes e pomadas.

Indicações

O tratamento com quimioterapia é recomendado para inúmeros tipos de tumores de diferentes regiões corporais, entre eles: mama, pulmão, cabeça e pescoço, tumores do trato gastrointestinal, bexiga, linfomas, etc. A indicação depende, também, de aspectos do paciente e da doença, além do estágio do câncer.

Efeitos colaterais

Os efeitos colaterais da quimioterapia variam bastante e dependem do tipo de medicação que está sendo utilizado. Em determinadas situações pode ocorrer queda de cabelo, anemia, náusea, vômitos, cansaço, fadiga, diarreia, feridas na boca, prisão de ventre, diminuição da imunidade, entre outros. Muitas vezes pode haver efeitos colaterais mínimos ou até ausentes.

Percebe-se, por fim, que, ainda que exista diferença entre quimioterapia e radioterapia, o objetivo de ambos os tratamentos é controlar a evolução do câncer e, quando possível, curá-lo. Se surgirem dúvidas, o ideal é conversar com o médico, pois a escolha da terapia adequada é determinante para alcançar sucesso na reabilitação do paciente.

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10 comentários em “Quimioterapia e radioterapia: entenda as diferenças entre os tratamentos

  1. Fiz a quimioterapia e radioterapia em 2015 ,por causa de câncer de mama ,fiz a cirurgia em outubro de 2014, como ter a certeza que estou curada ?

    1. Olá, Maria Célia. Você deve procurar o médico responsável pelo seu tratamento. Ele analisará os aspectos específicos do seu caso e poderá te orientar.

    1. Olá, Aparecida! Nós atendemos particular e a maioria dos convênios. Você pode consultar a relação completa em oncomedbh.com.br/convenios . Atualmente não dispomos de exames de imagem, mas iremos inaugurar no segundo semestre o Instituto Orizonti, um hospital completo com toda infraestrutura que o paciente precisa. Caso queira conhecer mais sobre o Orizonti, acesse http://www.institutoorizonti.com.br .

  2. Boa tarde, fiz meu tratamento aí com vocês e só tenho a agradecer, mas agora não tenho convênio seja vai fazer 5 anos, já estou fora de perigo?
    Obrigado…

    1. Ei André! Que bom que está bem! Cada caso deve ser individualizado pois tem características especificas, por isso não conseguimos te responder. Sugerimos conversar com o seu médico para que ele te oriente.

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