O que é a reposição hormonal e qual a relação com o câncer de mama?

reposição hormonal
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A reposição hormonal é um dos tratamentos mais indicados para o alívio dos sintomas da menopausa e também é recomendada no caso de algumas doenças e para prevenir a perda de massa óssea, que aumenta as chances de desenvolvimento de osteoporose. Assim, é uma terapia bastante usual, ainda que gere dúvidas e controvérsias entre pacientes e profissionais.

O grande dilema está relacionado, principalmente, à suspeita que persistiu durante anos de que o tratamento poderia aumentar as chances de ocorrência de câncer de mama nas mulheres. Mais recentemente, algumas pesquisas têm colocado uma luz sobre a questão, provocando ainda mais receio nas pacientes.

Afinal, fazer a reposição hormonal é bom ou não? Qual é a relação do tratamento com o câncer de mama? Para tirar essas e outras dúvidas, continue lendo o post, em que explicamos os efeitos da terapia e quando optar por ela!

Como funciona a reposição hormonal?

O organismo feminino passa a produzir uma quantidade bem menor de hormônios com a menopausa, que costuma ocorrer por volta dos 50 anos. Cada mulher pode sentir os efeitos desse período de forma diferente, mas, de modo geral, há determinados sintomas, como dores pelo corpo, fadiga, ansiedade e insônia, além do fim da menstruação.

O problema é que alguns sintomas podem preocupar bastante, como quadros de depressão, enquanto outros trazem muitos incômodos à rotina e prejuízos para a saúde. É em decorrência, principalmente, da menopausa que a incidência de problemas cardiovasculares costuma ser maior em mulheres nessa faixa etária.

Assim, a reposição hormonal é uma terapia que visa a equilibrar a quantidade de hormônios no organismo, restabelecendo o que não é mais produzido naturalmente. Para tanto, é ministrada uma combinação de diferentes hormônios, como o estrogênio e a progesterona, em forma de comprimidos, adesivos e géis. 

O tempo de duração, a dosagem e os hormônios usados no tratamento variam de acordo com as necessidades de cada mulher e conforme as recomendações do médico. O profissional também pode indicar ajustes na dose, trocar os medicamentos ao longo do tratamento e até interrompê-lo, caso a paciente não responda bem às substâncias.

Qual a relação dessa terapia com o câncer de mama?

Os hormônios são fundamentais para a manutenção de diversas funções no organismo. No caso dos femininos, eles regulam o ciclo menstrual e a atividade dos órgãos reprodutores, por exemplo. Dessa forma, a terapia de reposição hormonal restabelece o equilíbrio quando há queda na produção dos hormônios pelo próprio corpo.

No entanto, o tratamento pode oferecer riscos, principalmente se for feito no longo prazo. Uma pesquisa publicada na revista The Lancet mostrou que a reposição hormonal pode aumentar o risco de câncer de mama em mulheres após a menopausa.

A publicação indica que, nas mulheres entre 50 e 59 anos, o risco geral de câncer de mama sobe de 6,3% para 8,3%, quanto àquelas que usaram estrogênio e progesterona por cinco anos consecutivos. Essa é a combinação mais empregada para a reposição hormonal em mulheres. O estudo monitorou o tratamento em mais de 108 mil pacientes ao longo de mais de 25 anos.

É importante que a mulher seja informada dos riscos durante a consulta médica e avalie, junto ao profissional de saúde, o risco-benefício do tratamento. Outro ponto importante a ser considerado é que muitos dos sintomas da menopausa podem gerar quadros crônicos de depressão, doenças cardiovasculares, entre outras consequências graves, além de todo o desconforto físico e mental. Por isso, também é bom discutir a possibilidade de terapias alternativas e de mudanças no estilo de vida que possam contribuir para uma melhora dos sintomas sem a necessidade da ingestão de hormônios.

Tudo isso vai depender da intensidade e do tipo de sinais percebidos por cada paciente, o que reforça a importância do acompanhamento médico e de que os casos sejam avaliados individualmente.

Quais os benefícios da terapia hormonal para as mulheres?

A reposição hormonal pode reduzir alguns sintomas da menopausa. Ela pode diminuir, por exemplo, as ondas de calor sentidas pelas mulheres, conhecidas como fogachos, e outros problemas, como os suores noturnos e a insônia.

Outro ponto seria a melhoria da vida sexual. Com a queda na quantidade de hormônios, elas costumam perceber uma redução na libido, com ressecamento vaginal e dor durante o sexo. O reequilíbrio hormonal ajuda a aumentar a satisfação sexual e a lubrificação da vagina.

Por isso, é fundamental a discussão de risco-benefício antes de se iniciar a terapia hormonal. Medidas não hormonais ou não farmacológicas podem melhorar vários sintomas da mulher na menopausa, e a sua utilização deve entrar na discussão.

Conseguimos esclarecer o que é a reposição hormonal e a sua relação com o câncer de mama? Quer saber mais sobre esse tipo de tratamento? Então, veja também o que são hormonioterapia e imunoterapia!

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