Todo tumor é câncer? Tire agora suas dúvidas sobre o assunto!

tumor e câncer
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A associação entre tumor e câncer já está muito difundida, por isso é comum que as pessoas fiquem inseguras quando seus exames diagnosticam um nódulo no organismo. Porém, é importante saber que existem tumores benignos e tumores malignos.

A formação de um tumor não significa que uma doença está em curso. Na verdade, indica a presença de novos tecidos acumulando-se e formando um caroço, aumentando o volume de uma determinada parte do corpo.

Saber que nem todo tumor é câncer é importante para entender que não é preciso se preocupar caso tenha um nódulo. Aliás, mesmo os malignos podem ser tratados. Neste artigo explicamos as diferenças entre tumores cancerígenos e benignos, a fim de que você conheça cada um deles e cuide bem da sua saúde. Confira!

Quais são as diferenças entre tumor e câncer?

É comum a crença de que tumor e câncer são a mesma coisa, porém, como você viu, eles apresentam diferenças entre si. Tumor é um termo utilizado para definir o aumento de uma região do corpo caracterizando-se como uma neoplasia, que pode ser benigna ou maligna.

Ele se forma quando as células de uma parte do corpo se multiplicam exageradamente. Com isso, há um número maior delas, o que forma novos tecidos que não se encaixam naquela região, digamos assim. Então, se origina um caroço ou nódulo, não necessariamente um câncer.

Quando o tumor pode ser cancerígeno?

O tumor benigno é uma neoplasia com baixa agressividade. Costuma ter um crescimento organizado e seus limites são bem definidos. Geralmente o aumento desse tumor acontece lentamente e ele se mantém localizado, não invadindo outros órgãos ou tecidos.

Um tumor pode ser cancerígeno quando sua divisão celular acontece muito rápido e é anormal. As células são diferentes das saudáveis. Seu crescimento costuma ser rápido e essa neoplasia pode invadir os tecidos mais próximos e outros órgãos, espalhando-se por todo o organismo.

Algumas características ajudam a identificar se um tumor é maligno. Esse é o caso da sua consistência, que é dura, não desencadeando dor quando tocado. Sua motilidade (capacidade de se mover) é baixa, porque apresenta uma grande aderência aos tecidos onde se formou. De toda forma, somente uma biópsia pode dar um diagnóstico preciso.

Quais as diferenças entre tumor benigno e tumor maligno?

A grande diferença entre um tumor maligno e um benigno vem da capacidade de invasão das células: enquanto um tumor benigno tende a ser localizado, bem delimitado e, a princípio, sem disseminar células à distância (sem gerar metástase), os tumores malignos têm o potencial de se infiltrar tecidos adjacentes, podem ter comportamento agressivo e cresce mais rápido, além de ser mais provável que gere metástases em outros órgãos.

Para compreender a diferença entre os termos, utilizemos, como exemplo, os nevos (também chamados de “pintas”). Eles são considerados tumores benignos, que ocorrem na pele e, na maioria das vezes, não apresentam um perigo evidente. Seu crescimento é restrito ao local de origem e, quando as células são vistas pelo microscópio, elas ainda apresentam características de benignidade.

O melanoma, por outro lado, é um tumor maligno: ele pode crescer e se espalhar, inclusive para outros órgãos. Se observarmos suas células ao microscópio, veremos que elas apresentam várias anomalias características dos tumores malignos.

Como diferenciar tumores benignos e malignos?

De uma forma geral, a classificação de um tumor se dá através do exame anatomopatológico. Neste exame uma amostra de tecido é retirada do paciente – por biópsia ou cirurgia – e analisada pelo patologista no microscópio. Esse profissional avalia várias características das células, classificando o tipo de tumor (inclusive se é maligno ou benigno).

Algumas vezes as características radiológicas de uma lesão por exames de imagem podem sugerir se aquela lesão se trata de um tumor benigno ou maligno. Desta forma, se o paciente apresenta ao exame de imagem uma lesão com característica de benignidade, muitas vezes não é necessária a retirada da mesma.

Voltemos ao exemplo dos nevos: lesões que são muito grandes, possuem bordas irregulares ou são assimétricas têm uma chance maior de malignidade. Aquelas pequenas, completamente redondas e uniformes, que se mantêm estáveis com o tempo, têm chance menor. Esses fatores são colocados na balança pelo médico para definir se vale a pena ou não indicar um procedimento invasivo.

Além disso, o local da lesão também é importante na avaliação da retirada do tumor. Dependendo do órgão acometido, dos exames alterados e de outras doenças presentes, o caso pode seguir condutas muito diferentes. Por isso, é necessário o diagnóstico por um médico experiente e capacitado na área da oncologia.

Qual o tratamento dos tumores?

O tratamento de tumores malignos é, no geral, mais agressivo do que de tumores benignos. Algumas modalidades que podem ser utilizadas são a cirurgia, a quimioterapia, imunoterapia, medicações “alvo” moleculares, e radioterapia. Além disso, como eles têm potencial de gerar metástases, pode ser necessária a combinação de modalidades terapêuticas, com intuito de reduzir esse risco.

Embora os tumores benignos sejam menos perigosos, eles também podem apresentar riscos: tumores benignos no cérebro, por exemplo, podem dar origem a crises convulsivas ou ao aumento da pressão intracraniana, podendo necessitar de cirurgia.

Em outros casos, como nos tumores benignos da pele, a operação pode ser mais danosa do que benéfica; por isso, não é raro que os tumores benignos sejam simplesmente observados, sem necessitar de modalidades terapêuticas mais invasivas. É importante ressaltar que cada caso deve ser sempre analisado individualmente pelo médico especialista

Como o tumor maligno é classificado?

Além de existir essa diferença entre tumor e câncer, os nódulos malignos podem ser classificados de forma diferente. Quando eles estão nos estágios iniciais, são denominados Carcinoma in situ, pois permanecem localizados onde se originaram, ou seja, não conseguiram invadir camadas mais profundas do tecido ou órgão.

Quando as células doentes começam a se espalhar pelo tecido, já invadiram órgãos vizinhos e conseguiram se disseminar pela corrente sanguínea ou linfática, o câncer é classificado como invasivo. Nesse caso, está em metástase.

De que maneira surge o câncer?

A formação de tumor e câncer ocorre basicamente da mesma forma: as células começam a se multiplicar mais do que deveriam, levando a uma neoplasia. Porém, no caso dos tumores malignos o crescimento é totalmente desordenado e descontrolado.

Isso acontece por causa de um mau funcionamento nas células, digamos assim. Elas sofrem mutações e, por isso, passam a se comportar de uma maneira diferente das demais. Elas conseguem se camuflar, então o sistema de defesa do organismo não é capaz de identificá-las e combatê-las.

Como seu crescimento é muito rápido, aos poucos ocupam o lugar das células saudáveis, então o órgão afetado tem seu funcionamento abalado, desencadeando sintomas. Conforme explicamos, essas células podem migrar para qualquer parte do organismo, gerando novos tumores em regiões bem distantes de onde tudo começou.

Como prevenir um tumor maligno?

O câncer se forma em função de um defeito no DNA das células. Esse problema pode ser uma herança genética e se manifestar espontaneamente, mas também ocorre em função de fatores externos, como:

  • exposição à radiação solar;
  • tabagismo;
  • hábitos alimentares;
  • contato com substâncias químicas.

Por isso, a prevenção é feita com a adoção de hábitos saudáveis, um cardápio nutritivo, a prática de exercícios físicos, o uso do protetor solar e evitando substâncias químicas perigosas, bem como a exposição à radiação.

Observe que somente entender a diferença entre os tumores não é suficiente para ter um diagnóstico, pois somente um bom profissional pode investigar detalhadamente cada caso para classificar o nódulo. Portanto, caso perceba alguma alteração em seu organismo, procure um especialista.

Além disso, alguns tumores podem requerer cuidados específicos e exames regulares para acompanhamento. Por fim, é importante salientar que mesmo tumores benignos podem ter o potencial de se tornarem mais agressivos e consequentemente malignos — e, por isso, até eles requerem cuidado médico e avaliações regulares.

A diferença entre tumor e câncer é um tema que levanta muitas dúvidas, tanto dos pacientes quanto dos médicos. Conhecer suas particularidades e saber como tratar cada caso é fundamental para evitar riscos e ter uma melhor taxa de sucesso no tratamento. Dada a seriedade e a abrangência do tema, qualquer tumor merece acompanhamento regular com um médico qualificado.

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