O que você sabe sobre a vacina contra HPV? Confira as principais informações!

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Os programas de imunização ficaram em voga nos últimos tempos devido à pandemia de coronavírus e isso levantou um debate importante na sociedade. No entanto, ainda existe muita desinformação em relação às vacinas e, muitas vezes, falta um esclarecimento adequado dos benefícios e demais características das ações de vacinação.

Por isso, neste artigo, vamos falar sobre a vacina contra HPV. Assim como todas as outras, ela ajuda a reforçar o sistema imunológico e confere maior proteção à população, uma vez que essa vacina não apenas evita que a pessoa fique doente, como também quebra uma eventual cadeia de transmissão do vírus.

Quer aprender mais sobre o tema? Então, continue a leitura!

Afinal, que tipo de doença causa o HPV?

A sigla HPV quer dizer papilomavírus humano e está relacionada a um importante problema de saúde na sociedade atual. Trata-se de uma infecção sexualmente transmissível muito frequente e altamente infecciosa que costuma ser transitória e, na maioria das vezes, acaba regredindo de maneira espontânea e sem maiores complicações.

Por isso mesmo, não é incomum que a pessoa acometida sequer tenha um diagnóstico efetivo, e é aí que mora o grande problema. No pequeno número de casos nos quais a patologia persiste nas mulheres, sobretudo quando é causada pela cepa viral mais oncogênica, pode haver o desenvolvimento de lesões precursoras de câncer, principalmente o de colo de útero.

Como é a transmissão do HPV?

Como dissemos, a transmissão do papilomavírus humano se dá por via sexual, quando o ato é feito sem o uso de preservativos. Isso inclui o contato oral-genital, genital-genital, genital-anal e até mesmo manual-genital, embora seja muito mais raro. Sendo assim, vale observar que a infecção pode ser transmitida mesmo na ausência de penetração.

Outro ponto relevante que vale ressaltar é que pode haver contaminação materno-fetal durante o parto, embora ela também não seja comum. Até os dias de hoje, não foi comprovada a transmissão por meio de objetos, vasos sanitários, compartilhamento de roupas íntimas ou piscina.

Vale lembrar que o HPV é altamente infectante e basta o contato direto com as lesões verrucosas ou planas para que o indivíduo possa ser contaminado. Ainda, o tempo de incubação do vírus é bastante variável, oscilando entre 1 mês e 2 anos. Como os sintomas podem demorar ou sequer se manifestar, a pessoa pode transmitir o vírus sem saber.

Como o HPV age no organismo?

Como dissemos, a infecção do papilomavírus humano pode ser assintomática por muito tempo, reforçando que a prevenção é sempre a melhor escolha. No entanto, o principal sinal indicativo de infecção pelo HPV é o surgimento de lesões verrucosas múltiplas na região genital e anal, popularmente chamadas de crista de galo ou condiloma acuminado.

Isso pode gerar desconforto na pessoa e tornar a transmissão muito mais fácil. O fato de poder demorar meses ou anos para a doença se manifestar está relacionado a uma série de fatores, como o sistema imunológico da pessoa, a carga viral circulante, o envelhecimento, a presença de outras enfermidades associadas e assim por diante.

Outros sinais de HPV na mulher são a presença de vermelhidão na área da genitália, ardor local, prurido (coceira), formação de placas e presença de lesões na boca, isso quando a doença foi transmitida por via oral. No homem, o quadro pode ser parecido, sobretudo no corpo do pênis, saco escrotal e ânus, contudo as lesões tendem a ser menores.

Quais as complicações do HPV?

Pensamos em termos de lesões e no desconforto que elas podem causar, o HPV pode até não parecer muito problemático à primeira vista. No entanto, a grande questão é que ele está relacionado com o surgimento de uma série de tipos de tumores, sobretudo nas mulheres, que poderão se tornar pacientes oncológicas sem a devida prevenção.

O mais notável e recorrente é o câncer do colo do útero. Embora seja um desfecho não tão comum, mesmo na presença do papilomavírus humano, a infecção é um fator necessário para o seu desenvolvimento. O vírus também está relacionado com cânceres de vulva, vagina, pênis, ânus, boca e garganta (orofaringe).

Quais são os tipos de vacina contra o HPV?

Até aqui, você pôde perceber que o papilomavírus humano é um problema de saúde relevante e que merece ser combatido com ações governamentais e mesmo da iniciativa privada. Uma forma de fazer isso é por meio da vacinação, que segue avançando em todo o Brasil. Por isso, aumentar o conhecimento da população sobre o tema é essencial para promover a devida imunização.

Atualmente, temos duas vacinas profiláticas contra HPV aprovadas e registradas na ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que é o órgão regulador nacional. Além disso, o Ministério da Saúde, em 2014, iniciou a implementação das vacinas no Sistema Único de Saúde, proporcionando a imunização gratuita para meninas de 9 a 14 anos de idade e meninos de 11 a 14 anos. Em 2021, o Ministério da Saúde ampliou o grupo que tem direito a receber a vacina pelo SUS. Resumidamente, podem tomar a vacina gratuitamente:

  • meninas de 9 a 14 anos;
  • meninos de 11 a 14;
  • mulheres imunossuprimidas (com o sistema imunológico fragilizado) de 9 a 45 anos;
  • homens imunossuprimidos de 9 a 26 anos.

A vacina contra o HPV é realmente segura?

Algumas pessoas, mesmo em tempos tão modernos, ainda questionam a segurança das vacinas disponíveis no mercado. Entretanto, é preciso lembrar que, como ocorre com todas as medicações aprovadas e disponibilizadas na indústria farmacêutica e pelas agências reguladoras, os imunizantes passam por exaustivos testes de eficácia e segurança.

Sendo assim, vale ressaltar que, até o momento, não existe nenhum estudo robusto que associou de forma inequívoca a vacina contra o papilomavírus humano a algum evento adverso grave. Além disso, ela vem fazendo o seu papel imprescindível na prevenção da transmissão da doença e na redução da incidência de câncer, sobretudo o de colo do útero.

Pronto! Se você chegou até aqui, você já está muito mais familiarizado com a vacina contra HPV, a própria doença e suas principais características. Portanto, tenha em mente que a imunização é uma verdadeira aliada da saúde e se você quer evitar problemas, é altamente recomendável segui-la adequadamente e sempre se atentar ao calendário vacinal do SUS.

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